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07/04/2008 - 18h30
PT anuncia candidatura própria em Salvador e irrita PMDB
Manuela Martinez Especial para o UOL Em Salvador
Um dos principais partidos da base de sustentação do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), o PT anunciou que pretende lançar candidato próprio à sucessão municipal, medida que causou irritação no ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), o principal nome do PMDB na Bahia.
"É uma decisão sem lógica e deselegante", reagiu o ministro, ao afirmar que nenhum dirigente partidário, nem mesmo o prefeito, foi avisado sobre essa decisão.
Preocupado com pesquisas internas, que apontam uma grande rejeição do prefeito João Henrique, candidato à reeleição, Geddel Vieira Lima tem cobrado sistematicamente uma "reciprocidade" por parte dos petistas. O ministro alega que o PMDB apoiou João Henrique no segundo turno na última eleição e acreditou no governador Jaques Wagner quando o petista tinha apenas 6% das intenções de voto na Bahia.
A decisão petista, de lançar candidato próprio em Salvador, foi tomada após uma reunião do diretório municipal. A formalização da saída da prefeitura está marcada para esta terça-feira, quando os petistas deverão entregar os cargos. Até agora, quatro partidos, que faziam parte da base do prefeito, abandonaram a administração municipal _PSB, PC do B, PV e PSDB.
Antes de embarcar nesta segunda-feira para Brasília, onde se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Integração Nacional deu uma "espetada" no PT. "O PMDB continua extremamente ético, leal e correto no apoio ao PT. Acredito que o PT, que está conosco desde o início da administração João Henrique, participando de acertos e eventuais erros, não vai abandonar esse barco."
O presidente do diretório estadual do PT, Jonas Paulo, defende a candidatura própria, mas não descarta a possibilidade de apoiar o prefeito João Henrique em um eventual segundo turno.
De acordo com Jonas Paulo, o importante é que a base de sustentação do presidente Lula esteja representada nessa eleição de forma competitiva. A amigos, durante o final de semana, o dirigente petista disse também que vai cobrar o apoio do PMDB, caso o partido fique de fora do segundo turno. Na tentativa de tratar a questão da forma mais diplomática possível, a presidente do diretório municipal do PT, Vânia Galvão, adiantou que o prefeito e o PMDB não foram comunicados porque a decisão ainda não ganhou caráter oficial.
Entretanto, ela adianta que "o sentimento da base é pela construção de uma alternativa para disputar a eleição de outubro em Salvador". "A maioria absoluta da militância quer um candidato próprio, não teremos como fugir dessa situação. O diretório municipal, por unanimidade, também aprovou o lançamento da candidatura", acrescentou.
No PT, dois deputados federais são os mais cotados para disputar a eleição: Nelson Pellegrino, derrotado nos três últimos pleitos municipais, e Walter Pinheiro, que tem a preferência do diretório estadual. Em conversas reservadas com correligionários, Pinheiro impôs uma condição para aceitar a missão: a retirada da pré-candidatura de Pellegrino e o apoio do governador Jaques Wagner. A tarefa vai ser difícil, porque Pellegrino, por diversas vezes, disse que quer ser prefeito de Salvador e está preparado para governar a terceira maior cidade do Brasil.
Até a confirmação oficial do candidato petista, nove pré-candidatos já se lançaram à disputa do Palácio Thomé de Souza, nome do prédio que abriga a prefeitura, no centro histórico de Salvador: Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), Antonio Imbassahy (PSDB), Lídice da Mata (PSB), Edvaldo Brito (PTB), Carlos França (PSOL), Miguel Kertzman (PPS), Raimundo Varela (PRB) , Olívia Santana (PC do B) e João Henrique Carneiro (PMDB). UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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