A polícia libertou na manhã desta quarta-feira uma menina de 12 anos que era torturada e mantida em cárcere privado pela mãe de criação, em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
A denúncia partiu de vizinhos e, nesta manhã, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar foram à casa onde a criança vivia e a encontraram na cozinha com lesões no olho esquerdo, hematomas nos dois braços, nas nádegas e na coxa direita, além de perfurações por faca nas costas e na cabeça.
| A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que estende aos adolescentes de 13 a 17 anos a necessidade de autorização para viagens sem a companhia dos pais. Atualmente, apenas crianças de até 12 anos precisam da autorização. Segundo o deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), autor do projeto, a medida dificultará o aliciamento de adolescentes, já que contribuirá para aumentar a vigilância em rodoviárias e aeroportos. |
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A menina disse ao Conselho Tutelar que sofria agressões diariamente, como socos, golpes de rodo e facadas.
A responsável pela criança, que tem 23 anos, foi presa e será indiciada por tortura qualificada. À polícia, ela disse que "perdeu a cabeça".
Segundo vizinhos, a menina morava nesta casa desde dezembro último. Ela teria sido entregue à acusada por sua mãe biológica, mediante a promessa de que seria matriculada em uma escola, disse a garota ao Conselho Tutelar.
A garota contou ainda que fazia todos os serviços de casa e cuidava dos três filhos da mãe adotiva: um bebê de sete meses, uma menina de quatro anos e um menino e dois anos. Quando não cumpria uma tarefa corretamente, era espancada.
A garota está sob tutela do Conselho Tutelar e passa por acompanhamento psicológico. Apesar de abalada, a menina lembrou ter mãe residente em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã. A mãe adotiva também seria do Paraguai.
Policiais investigam a hipótese de que a menina tenha sido vítima de tráfico de pessoas para trabalhos forçados.
*Com informações do portal Campo Grande News e da Agência Estado