A Casa Civil da Presidência da República confirmou há pouco que José Aparecido Nunes Pires, secretário do Controle Interno, entregou hoje (14) seu pedido de exoneração do cargo. O pedido vai ser publicado amanhã (15) no Diário Oficial da União (DOU).
A Casa Civil informou ainda que já encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU), órgão de origem de José Aparecido, comunicado sobre seu retorno ao órgão.
| O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, acusado de ser o vazador do dossiê com informações sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ajuizou hoje no STF (Supremo Tribunal Federal) um habeas corpus com pedido de salvo-conduto para evitar que seja preso no depoimento à CPI dos Cartões. |
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| APARECIDO QUER FICAR CALADO NA COMISSÃO |
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O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil é apontado como um dos responsáveis, juntamente com o assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Eduardo Fernandes, pelo vazamento dos gastos com cartões corporativos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Rumores de que Nunes largaria o cargo rondavam o caso desde a semana passada.
Depoimentos na CPI canceladosA presidente da CPI dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), transferiu para a próxima terça-feira (20) os depoimentos de André Eduardo da Silva Fernandes e de José Aparecido Nunes Pires. A reunião estava marcada para esta quinta, às 9h30.
Um acordo entre a base governista e a oposição previa que os depoimentos só aconteceriam depois dos dois serem ouvidos pela Polícia Federal. Numa conversa com o advogado Luis Maximiliano Pelesca Mota, que representa José Aparecido no processo judicial, Marisa Serrano disse que foi informada que o ex-secretário prestará depoimento na PF "amanhã (15) ou na sexta-feira (16)".
A reunião de terça-feira seguirá o mesmo modelo já acertado: o de uma reunião administrativa secreta na qual os parlamentares tomarão ciência do conteúdo dos depoimentos prestados à Polícia Federal, e Marisa Serrano alertará os deputados e senadores das conseqüências de possíveis vazamentos de informações contidas nos depoimentos, uma vez que os processos judiciais contra o assessor e o ex-secretário correm em segredo de Justiça.