Em depoimento à CPI dos Cartões Corporativos, o ex-secretário de controle interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires disse que o arquivo com os dados do dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi enviado por engano para André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Fernandes, que prestou depoimento antes de José Aparecido, admitiu que recebeu um arquivo anexado em um e-mail com os dados.
Aparecido negou que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a secretária-executiva da pasta, Erenice Guerra, tenham ordenado a montagem do dossiê. Entretanto, disse que recebeu do secretário de administração da Casa Civil, Norberto Temóteo, o pedido para ceder dois funcionários da sua área para participarem da montagem do "banco de dados" com gastos da gestão de FHC.
Fernandes havia afirmado que ouviu de José Aparecido que a ordem para a montagem do dossiê partiu de Erenice. O relato teria acontecido durante um almoço, com duas testemunhas, após o envio do arquivo, segundo o assessor do senador tucano.
Fernandes disse que não é mais amigo de José Aparecido e que interpretou o envio do dossiê como uma "intimidação".
A sessão da CPI foi interrompida no início da noite. Nesta quarta-feira (21), o depoimento de Aparecido deve continuar e, em seguida, os parlamentares decidem se haverá uma acareação entre André e José Aparecido.
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