O advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro e dono do grupo Opportunity Daniel Dantas disse nesta manhã, em entrevista à GloboNews, que a prisão de seu cliente pela Polícia Federal é "arbitrária e desnecessária".
Dantas foi preso na operação denominada Satiagraha, que investiga desdobramentos do caso mensalão, em sua residência, no Rio de Janeiro. A mesma operação prendeu também o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e o empresário Naji Nahas.
À agência Reuters, a PF informou que Dantas é acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, sonegação fiscal e evasão de divisas. A assessoria não tinha informações, no entanto, sobre quais são as acusações contra Pitta e Nahas.
Dantas seria o comandante de "uma organização criminosa envolvendo a prática de diversos crimes e possuía várias empresas de fachada para o desvio de verbas públicas", ainda de acordo com informações apuradas pela agência Reuters.
Por volta das 6h30, cerca de 20 agentes da PF em cinco carros chegaram à sede do Banco Opportunity, no Rio, onde realizam uma varredura nos computadores e documentos da instituição.
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Machado disse que a ação da PF revela precipitação. "A PF mostra com isso que muitas das medidas que toma são anunciadas antes pela imprensa", disse o advogado. "Há mais de dois meses
o jornal Folha de S. Paulo dizia que essa operação iria acontecer. Nós solicitamos sigilo e pedimos informações, mas eles nos negaram."
Esse tipo de procedimento com estardalhaço vem sendo marca usada pela PF e fere mandamentos da constituição federal", disse o advogado. "Houve exagero da autoridade policial e é absolutamente imprescindível que os princípios básicos da constituição sejam seguidos."
Machado disse que ainda não havia falado com seu cliente e que iria à sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, para entender o que havia acontecido. "Daniel Dantas é um empresário reconhecido pela competência, tem trabalhado em favor do país e vem sendo estigmatizado como se fosse transformado em inimigo público", disse. "Hoje consumaram uma violência contra o meu cliente."