Minutos depois da entrevista coletiva concedida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na tarde desta segunda-feira (6), a rua em frente à sede do Ministério da Fazenda foi tomada por bancários em greve.
Segundo os representantes do sindicato, o movimento grevista reuniu cerca de 600 trabalhadores, a maioria de instituições financeiras públicas, para pressionar o governo a intermediar a negociação com a Federação dos Bancos.
Com gritos de "banqueiro, sacana, cadê a nossa grana?" e algumas pessoas fantasiadas de palhaço, os grevistas repassavam as reivindicações da categoria, entre elas o reajuste salarial e de benefícios como o vale-alimentação.
Ao ser questionado sobre o dia escolhido para a manifestação - jornada de caos na Bovespa e disparada do dólar - o bancário José Garcia foi enfático: "A gente não tem que se adaptar à conjuntura. Nossa data base foi em setembro e não se avançou nada até agora. Ninguém quer greve, mas a gente não teve alternativa", disse o diretor cultural do sindicato local.
No último dia 30, uma paralisação de 24 horas foi realizada em vários Estados. No Distrito Federal, os bancários permaneceram em greve. Nesta terça-feira devem ser realizadas assembléias em todo o país para decidir sobre uma greve nacional por tempo indeterminado.