Atualizado às 11h55Os metalúrgicos do sindicato de São Paulo e Mogi das Cruzes, ligado à Força Sindical, paralisaram suas atividades nessa quarta-feira nas empresas de máquinas e equipamentos e de eletroeletrônicos. Segundo o sindicato, na capital, são 11 mil trabalhadores de 17 empresas de braços cruzados.
Bancos param em todo o país
Bancários entram em greve nesta quarta-feira por tempo indeterminado. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, eles não concordaram com a proposta da Fenaban, que propôs reajuste salarial de 7,5%
A indisposição das entidades patronais dos setores, o Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (Sindimaq) e o Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similare (Sinaees), em abrir a negociação salarial teria motivado a greve. O Sindicato dos Metalúrgicos pede um reajuste salarial de 20%.
Segundo o sindicato, em algumas empresas paralisadas as negociações entre trabalhadores e patrões já começaram. Na Pasini, na zona leste da capital, a greve já acabou diante do acordo de aumento de 11,1%.
DetidosDurante as mobilizações da greve, dois diretores e três assessores do sindicato foram detidos pela polícia em frente à MTU do Brasil, fábrica de motores a diesel, na zona oeste da capital paulista.
David Martins e Eufrozino Pereira, diretores, e Rodoni Ramos, Isac Gabriel e Erlon Lourentis, assessores, teriam sido levados pela polícia para o 46º Distrito Policial, em Perus.
No momento da prisão, os trabalhadores realizavam um a assembléia em frente à fábrica. Segundo o sindicato, a polícia foi chamada pela empresa, que queria que os diretores tirassem o carro de som da porta da fábrica. Como não foi atendida, deu voz de prisão por desobediência e apreendeu o carro de som. "Nós estávamos no meio de uma assembléia, não dava pra parar de repente, mas eles não quiseram esperar", declarou David Martins à Agência Estado.
*Com informações da Agência Estado