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08/11/2009 - 15h25

Ministro italiano acredita que juizes brasileiros autorizarão extradição de Battisti

ANSA
Em Roma
O ministro italiano para o Desenvolvimento Econômico, Claudio Scajola, disse estar "convencido" de que o Supremo Tribunal Federal (STF) irá autorizar "a extradição de um terrorista assassino", referindo-se ao caso de Cesare Battisti.

Scajola disse estar "convencido de que os juízes brasileiros autorizarão a extradição de um terrorista, assassino, condenado por nossos tribunais à prisão perpétua por quatro homicídios".

Battisti, condenado na Itália por crimes atribuídos ao grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), na década de 1970, obteve em janeiro passado o status de refugiado político, concedido pelo governo brasileiro. Seu caso agora é analisado pelo STF, que voltará a se reunir nesta quinta-feira para votar sobre o pedido de extradição apresentado pelo governo italiano.

A primeira audiência do Supremo, em 9 de setembro passado, foi interrompida com o pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello, com o placar parcial de 4 votos a 3 favorável à extradição do italiano.

Além de Marco Aurélio, ainda não votou o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e não se sabe se o novo membro da Casa, José Antonio Dias Toffoli vai ou não se pronunciar.

O ministro italiano comentou o caso do ex-militante de esquerda ao falar à imprensa sobre sua viagem ao Brasil, que será iniciada na segunda-feira. Ele acompanhará uma missão de 350 empresários, que ficarão no país até sexta-feira.

Sobre a relação com a nação sul-americano, Scajola afirmou que este "é o momento certo para retornar ao país e consolidar as posições já alcançadas e começar novas iniciativas de cooperação econômica e comercial".

"Com 7,2 bilhões de euros de intercâmbio, somos o oitavo parceiro econômico do Brasil, o segundo da União Europeia, já que recentemente ultrapassamos a França", continuou.

Um dos objetivos da Itália "é aumentar a área geográfica das atividades, inclusive fora do eixo Rio-São Paulo", disse.

Nesse sentido, Scajola falou sobre as oportunidades futuras do Brasil, que nos próximos anos "experimentará um autêntico 'boom' graças aos investimentos em infraestruturas e serviços para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016".

A primeira missão italiana ao país aconteceu em 2006, com o objetivo de relançar a cooperação econômica e comercial entre ambas as nações.

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