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10/02/2005 - 14h27
Mulheres militares humilhavam prisioneiros muçulmanos em Guantánamo
WASHINGTON, 10 fev (AFP) - Mulheres militares, encarregadas de interrogar os prisioneiros muçulmanos na base de Guantánamo, andavam quase nuas em frente deles e os besuntavam com tinta vermelha, que simulava menstruação, para humilhá-los, anunciou um relatório do Pentágono revelado nesta quinta-feira pelo jornal The Washington Post.
O texto do relatório, que não foi divulgado publicamente, confirma os testemunhos dos prisioneiros muçulmanos detidos em Guantánamo (Cuba) a seus advogados, afirmando que as mulheres encarregadas de interrogá-los, de forma reiterada, recorriam a táticas sexuais sugestionadas para mortificá-los e conseguir confissões.
A investigação revelou vários casos em que as mulheres derramaram tinta vermelha sobre o corpo dos prisioneiros simulando sangue de menstruação, destacou um funcionário do Pentágono ao jornal, frisando que a ação era realizada antes da oração dos muçulmanos. "Algumas mulheres se jogavam contra os prisioneiros, uma militar desfilou com uma camiseta molhada e outras tocaram sexualmente os detidos", acrescentou.
O sexo e o contato com as mulheres são temas tabus para os muçulmanos que devem se lavar antes de cada oração para se purificar.
Duas mulheres chamaram mais atenção por terem utilizados métodos sexualmente sugestivos, disse o militar.
O Pentágono lançou uma investigação sobre as condições dos interrogatórios e da detenção dos prisioneiros no mundo, realizada pelo vice-almirante Albert Church, informou o jornal a um funcionário.

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