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04/03/2005 - 15h32
Quase sete mil cientistas se reúnem no maior congresso europeu de Física
BERLIM, 4 mar (AFP) - Cerca de 7.000 cientistas se reuniram nesta sexta-feira em frente à porta da Universidade Técnica de Berlim para o início de uma série de eventos previstos durante o Congresso Europeu de Física, que será realizado este ano sob o lema "A Física desde Einstein".
Quase sete mil cientistas de 40 países participam deste mega-evento, onde durante seis dias serão realizadas centenas de conferências, encontros de especialistas e simpósios.
Os temas abarcam todas as áreas da física moderna: das pesquisas sobre dimensões infinitas do Universo, passado pelos buracos negros e Marte, até as partículas subatômicas, mas também questões de atualidade mundial como o controle armamentista e o terrorismo nuclear.
O congresso se dirige, sobretudo, às novas gerações de pesquisadores científicos, nas palavras do presidente da Sociedade Alemã de Física, Knut Urban, no ato de inauguração.
Também o sábio alemão Albert Einstein, cuja formulação da teoria da relatividade completa cem anos, fez suas principais descobertas científicas como jovem pesquisador, evocou o acadêmico.
No início do século XX, Einstein e o físico alemão Max Planck eram membros da Sociedade Alemã de Física, que realiza o maior congresso de sua história, desde a sua fundação, há 160 anos.
"Einstein começou a construir caminhos que chegam até os dias de hoje", acrescentou o acadêmico. Mas seria pouco perspicaz pensar que da investigação básica possam surtir efeitos imediatos sobre o mercado de trabalho, destacou Urban.
O catedrático afirmou que a pesquisa científica na Alemanha carece atualmente de apoio financeiro e de reconhecimento, advertindo os poderes públicos que não é tarefa da ciência assegurar postos de trabalho.
"Nada disto pode ser conseguido essencialmente da ciência", porque "constantemente há inovações que desbancam avanços anteriores", acrescentou o presidente da Sociedade Alemã de Física.
O reitor da Universidade Humboldt de Berlim, Juergen Mlynek, advertiu por sua vez, com grande preocupação para a deterioração que está ocorrendo nas faculdades, devido aos cortes orçamentários.
"A universidade continua sendo o lugar central onde se criam e compartilham conhecimentos", destacou o acadêmico.
O congresso oferece também um "festival de física" para os leigos no tema, com dissertações públicas sobre assuntos como a teoria da relatividade ou o funcionamento das células dos seres vivos.
Na próxima segunda-feira, 7 de março, o prêmio Nobel de física (1985) Klaus von Klitzing falará sobre a teoria quântica de Einstein.
Klitzing obteve o prêmio Nobel pela descoberta do efeito do eco na mecânica quântica, com os elétrons submetidos a um campo magnético, de grande importância para o desenvolvimento da eletrônica e os semicondutores.

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