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13/03/2005 - 20h00
Robert Iger substitui Michael Eisner na presidência da Disney
Por Christophe VogtWASHINGTON, 13 mar (AFP) - O grupo Disney, gigante mundial da mídia e do setor de entretenimento, será dirigido a partir de 30 de setembro de 2005 por Robert Iger, 54, após os 20 anos de reinado absoluto de Michael Eisner.
Na empresa desde 1996, Iger é diretor de Operações do grupo e foi eleito por unanimidade para o novo cargo.
"É uma verdadeira honra me confiarem a responsabilidade de guiar esta grande empresa que ocupa um lugar tão importante nos corações e nas mentes de milhões de pessoas no mundo rumo a um futuro brilhante", disse Iger em discurso divulgado pela Disney.
Após a nomeação de Iger, George Mitchell, o presidente do Conselho diretivo do grupo declarou que o novo presidente foi selecionado após um rigoroso processo de seleção que avaliou tanto candidatos internos como externos.
"Bob é um líder experiente, talentoso e visionário. Ele fez coisas substanciais e deu contribuições importantes ao positivo rendimento da Disney", elogiou Mitchell.
Eisner, de 63 anos, chegou na empresa em 1984. Durante suas duas décadas de reinado, a Disney construiu sete novos parques temáticos, 28.458 novos quartos de hotel, 70 novos canais de televisão e lançou 800 filmes, segundo a empresa.
A Disney também controla uma rede de televisão e estúdios em Hollywood, inclusive a ABC.
A busca por um novo presidente começou assim que Eisner anunciou sua intenção de renunciar, em setembro.
Iger entrou para a família Disney em 1996, quando o grupo adquiriu o Capital Cities/ABC, onde Iger era presidente e diretor de Operações. Ele começou sua carreira na ABC em 1974 como supervisor de estúdio em Nova York.
Eisner disse que entregava a batuta a seu sucessor com uma sensação de "emoções positivas" e comparou o fim de seu reinado com chegar de um passeio num parque de diversões da Disney após ter desfrutado de um "grande dia".
Apesar de tudo, a liderança de Eisner gerou uma revolta entre os acionistas liderada por Roy Disney, sobrinho do fundador da empresa, que o culpava pelos resultados medíocres da empresa nos últimos anos.
No entanto, Eisner destacou em sua carta de renúncia de setembro que sua retirada não tinha nada a ver com a recente crise da Disney.

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