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 Internacional

30/03/2005 - 18h04
Sonda gástrica, uma alternativa para alimentar os doentes

PARIS, 30 mar (AFP) - A colocação de uma sonda gástrica, um tubo introduzido pelo nariz até o estômago, é um dos métodos usados atualmente para alimentar doentes que já não conseguem fazê-lo de outra maneira, como o Papa João Paulo II.

O Papa está usando uma cânula para ajudá-lo a respirar melhor, mas tem dificuldade para engolir os alimentos, motivo pelo qual a sonda gástrica foi colocada até o estômago, para aumentar seu consumo de calorias, segundo o Vaticano.

A sonda entra pelo nariz, passa pelo esôfago, o caminho natural para o estômago. A alimentação enteral é um termo que abrange vários procedimentos alimentares por via digestiva.

Trata-se de introduzir o alimento por uma sonda, diretamente no tubo digestivo (estômago ou início do intestino delgado) para corrigir uma desnutrição ou para alimentar uma pessoa com dificuldades para comer (problemas de deglutição, por exemplo) ou absorver os nutrientes (doenças intestinais).

Os produtos alimentares podem ser administrados pela sonda durante 24 horas ou espaçadamente. A alimentação enteral deve ser introduzida por um tubo digestivo adequado, com menos complicações de infecções do que a parenteral (por via venosa). A última não passa de uma simples injeção de água com açúcar e vitaminas.

Entre outros métodos, "a gastrostomia subcutânea endoscópia é mais e mais utilizada para uma alimentação enteral prolongada, em média mais de quatro semanas", explica uma especialista francesa, a médica Anne Le Sidaner. "Esta técnica pode ser usada durante um tempo, mas também é possível viver bem com ela", acrescenta.

Nos Estados Unidos, em 2003, mais de 240 mil gastrostomias por endoscopia foram realizadas, afirmaa. Na França este número ultrapassou os 30 mil em 2001.

"Trata-se de um tratamento paliativo que pode servir a pacientes que apresentam problemas neurológicos graves como a esclerose lateral amiotrófica (SLA ou mal de Charcot) ou vítimas dos cânceres ORL (na região da garganta) principalmente", diz.

As seqüelas de acidentes vasculares, a recusa de alimentação dos idosos e certas doenças em fase terminal (como o Mal de Parkinson) ou a desnutrição fazem parte das indicações, segundo ele.

A sonda é introduzida pela boca, sob anestesia ou não, depois é colocada no estômago. A alimentação é encaminhada por um orifício na pele. O endoscópio (aparelho introduzido no corpo) permite controlar visualmente a operação e verificar o estado do estômago antes de colocar a sonda.

"Vantagem: o tubo, mais curto, encontra-se apenas no estômago e incomoda menos o paciente, em especial na garganta, do que uma sonda nasal gástrica que vai do nariz ao estômago, com menor risco de refluxo ou vômito", segundo o especialista.

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