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05/08/2005 - 17h18
Google inventa a volta ao mundo virtual com um clique no mouse
Por Matthieu Demeestere=(FOTOS)= NOVA YORK, 5 ago (AFP) - O site de buscas Google lançou com sucesso seu novo programa de cartografia digital que oferece ao visitante uma volta ao mundo virtual com um clique no mouse, com o qual é possível 'sobrevoar' grandes cidades à baixa altitude.
O "Google Earth", que há um mês pode ser baixado gratuitamente pela internet no endereço "earth.google.com", foi apresentado pela empresa como um recurso "digno de um videogame", com visualizações que não passam pelo disco rígido e gráficos em três dimensões (3D).
Quando a Terra aparece no monitor, basta escolher um destino - cidade e país - e em poucos segundos o visitante 'chega' ao local e vê fotos tiradas de satélite ou de um avião, que chegam a mostrar detalhes como praças ou monumentos conhecidos.
A Cidade Proibida de Pequim é vista com precisão surpreendente e permite uma aproximação com boa resolução a uma altura de até 300 metros, de onde é possível ver a multidão. Dali, se quiser ir para Roma e visitar o Coliseu, o visitante sobrevoa as neves eternas do Himalaia, o Mar Cáspio, Ancara e Istambul.
O único inconveniente é que o nome do destino precisa ser escrito em inglês.
O site de buscas Google, que há um mês prometeu que todos poderiam "explorar seu próprio bairro", reconhece que trabalhou com mais ênfase no que se diz respeito aos Estados Unidos. Mas a Europa continental é "uma prioridade", disse à AFP John Hanke, diretor do projeto "Earth" desde que a companhia sediada na Califórnia (sudoeste) comprou em 2004 sua empresa, Keyhole, encarregada da parte tecnológica do programa.
No momento, apenas a América do Norte e a Grã-Bretanha podem ser acessadas pela técnica batizada de "geocodificação", que transforma qualquer endereço em números de latitude e longitude, permitindo alcançar o lugar buscado de forma muito precisa, em alguns casos até mesmo com o nome de instituições ou escritórios.
Segundo Hanke, nos Estados Unidos, "os prédios de 38 metrópoles podem ser vistos em 3D", algo que já despertou o interesse dos agentes imobiliários que querem mostrar a localização das propriedades antes mesmo de descrever suas acomodações.
Embora exista uma versão de uso comercial - o "Google Earth Pro" -, vendida a 400 dólares por ano, o programa não será uma fonte importante de renda até que o Google consiga capitalizar com publicidade.
"Em algum momento no futuro vamos incorporar a publicidade", destacou Hanke.
O programa é primeiro uma ferramenta de marketing "realmente bem concebida", acrescentou Scott Kessler, analista encarregado do Google para a agência financeira Standard and Poor's.
Ao permitir sobrevoar o mundo, "o grupo mostra que sua marca é internacional", disse Kessler. "A longo prazo, terá a maior parte de seu crescimento fora dos Estados Unidos", acrescentou.
Segundo Gary Price, do site especializado SearchEngineWatch, "é uma aplicação 'com onda', que alimenta a idéia de que o Google faz coisas que têm onda".
A grande quantidade de vistas aéreas é bastante singular, mas "não estou certo de que seja uma novidade tecnológica: a Microsoft propõe há anos imagens de satélite (dos Estados Unidos) no site TerraServer", acrescentou.
A número um mundial da informática lançou recentemente um novo programa de cartografia digital, o "MSN Virtual Earth", um produto similar ao do Google, com imagens de satélite e mapas de cidades, que até o momento está disponível em versão experimental.

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