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 Internacional

04/01/2006 - 15h02
Seca no Quênia: 40 pessoas mortas de fome no norte do país

Por Bogonko Bosire=(FOTO)=NAIRÓBI, 4 jan (AFP) - Pelo menos 40 pessoas, em maioria crianças, morreram desde dezembro de fome ou de doenças vinculadas à subalimentação no nordeste do Quênia, assolado por uma das piores secas que conheceu o país.

O levantamento precedente mencionava pelo menos 20 mortos em dezembro nesta região, onde praticamente não chove há mais de dois anos.

Pelo menos 16 crianças morreram no hospital provincial de Garissa (330 km de Nairóbi) e pelo menos 24 pessoas - entre elas crianças - morreram em aldeias isoladas desde dezembro, de acordo com um novo levantamento estabelecido pela Cruz Vermelha local.

O nordeste do Quênia é habitado essencialmente por nômades somalis que se dedicam à pecuária. Esses nômades foram diretamente abalados pela morte de fome e de sede de centenas de animais.

A Cruz Vermelha advertiu que outras centenas de pessoas poderiam morrer de fome nas próximas semanas, e pediu doações de 8,4 milhões de dólares para financiar suas operações nos 21 distritos mais atingidos.

"Cada vez mais mortes são registradas", alerta a Cruz Vermelha. "A maior parte das mortes se deve a complicações ligadas à desnutrição", explicou a organização, destacando que muitas pessoas também sofrem de pneumonia, anemia e malária.

"A situação está grave", declarou nesta quarta-feira à AFP o médico Asha Mohammed, membro da Cruz Vermelha.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas são ameaçadas pela fome no nordeste, no leste e nas regiões costeiras do Quênia.

Domingo passado, o presidente queniano evocou uma "catástrofe nacional" e pediu doações de 100 milhões de dólares para enfrentar esta situação.

O governo queniano, que afirma ter feito todo o póssível, foi criticado por sua gestão da crise.

"Neste momento, estamos fazendo todo o possível para que nenhuma outra pessoa morra de fome no país", declarou à AFP o coronel Shem Amadi, chefe do Centro das Operações Nacionais (NOC). "Porém, nosso trabalho é enorme", admitiu.

"Todos os indicadores de alerta mostram uma situação que se deteriora rapidamente", avisou nesta quarta-feira em comunicado Tesema Negash, diretor do Programa Alimentar Mundial (PAM) no Quênia, insistindo na necessidade de "uma ação imediata".

Esta situação de grave seca afeta não apenas o Quênia, mas também o sul da Somália e o sudeste da Etiópia, havia anunciado na semana passada um organismo governamental americano de alerta sobre fome (FEWS). No total, segundo o FEWS, 6,5 milhões de pessoas são diretamente ameaçadas pela fome nesses países.

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