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24/01/2006 - 15h21
As 294 encíclicas pontifícias

=(INFOGRAFIA)= CIDADE DO VATICANO, 24 jan (AFP) - A primeira encíclica do Papa Bento XVI, intitulada "Deus é amor" (Deus caritas est), é a 294ª da história da Igreja Católica, que no curso dos últimos dois séculos publicou numerosos documentos sobre importantes questões religiosas, políticas e morais.

A primeira encíclica da história foi assinada por Bento XIV em 1740. Foi o texto "Urbi primum", sobre a função dos bispos, logo depois de eleito para o trono de Pedro As encíclicas, que constituem o corpo doutrinário que define a posição da Igreja Católica sobre assuntos cruciais, surgem como "cartas" públicas do Papa dirigidas a todos os bispos e fiéis. Sua versão oficial é sempre em latim.

Quase todos os pontífices da era moderna escreveram várias encíclicas. Leão XIII (1878-1903) escreveu 86, seguido por Pio XII (1939-1958), com 41, Pio IX (1846-1878), com 38, e Pio XI (1922-1939), com 32.

Pio X (1903-1914) assinou 16, Bento XIV (1740-1758) escreveu 13, Bento XV (1914-1922) redigiu 12, João XXIII (1958-1963) foi autor de 8 encíclicas e Paulo VI (1963-1978) publicou 7.

Das 293 encíclicas publicadas, boa parte é curta e se assemelha a mensagens ou cartas apostólicas.

O recém-falecido João Paulo II, que bateu muitos recordes com suas viagens ao redor do mundo em 26 anos de pontificado, entre os mais longos da história, escreveu 14 encíclicas de 1978 a 2005, entre elas a "Redemptor hominis", em 1979, sobre o Cristo Redentor e a dignidade do homem, consagrada à defesa dos direitos do homem.

Algumas encíclicas marcaram a história da humanidade. É o caso de "Pacem en terris" (Paz na Terra) de João XXIII, escrita em 1963, em plena Guerra Fria. Nela, o Papa pediu paz entre todas as nações e condenou a corrida armamentista.

"É impossível pensar que na era atômica a guerra possa ser utilizada como instrumento de justiça", sustentou João XXIII.

Outra encíclica memorável foi a de Paulo VI "Populorum progressio", publicada em 1967, sobre o "progresso dos povos", na qual a Igreja reconhecia que apenas com o desenvolvimento social seria possível alcançar a paz entre os povos.

A primeira grande encíclica social da Igreja foi publicada por Leão XIII em 1891. Na "Rerum novarum", o Papa criticou as condições "desumanas" do trabalho da classe operária.

O texto foi atualizado por vários pontífices, entre eles João Paulo II, que em 1981 elaborou a "Laborem exercens" (É pelo trabalho), sobre o homem no amplo contexto do trabalho. Nesta encíclica, o Papa lembra a dignidade e os direitos dos trabalhadores por ocasião do 90º aniversário da "Rerum Novarum".

Muitas encíclicas serviram para denunciar erros e condenar tendências e movimentos, como o ateísmo, a maçonaria e o modernismo.

Entre as encíclicas mais políticas, figura "Vehementer nos", elaborada por Pio X em 1906, na qual a Igreja condena a lei francesa que adotava a separação entre a Igreja e o Estado e introduz o princípio do Estado laico, uma idéia mais tarde adotada em boa parte do mundo.

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