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 Internacional

29/01/2006 - 00h06
Polônia: encontro internacional sobre pombos correios acaba em tragédia

Por Maja Czarnecka =(FOTOS)= CHORZOW, Polônia, 28 jan (AFP) - "Tudo ocorreu rapidamente... em três segundos", lamentou Jan Panek, um mineiro de Katowice, que escapou por pouco da morte, neste sábado, na Polônia, quando um teto de um centro de exposições, que apresentava pombos correios, cedeu ao peso da neve soterrando centenas de pessoas. O teto caiu a dois metros de Panek, esmagando seus pombos, a paixão de sua vida, um passatempo compartilhado por pessoas de vários países como Bélgica, Holanda e Alemanha, que foram até Chorzow, subúrbio da cidade industrial de Katowice - sul da Polônia, para a exposição.

Seis horas depois do acidente, os restos do edifício A1 do centro de exposições se tornara um emaranhado de ferro e neve, de onde foram retirados mais de 20 corpos e um centena de feridos.

O balanço deve se agravar, já que pelo menos uma centena de pessoas continuava sepultada. "Vi meu pai esmagado... estou certo de que ele está morto", disse, aos prantos, um jovem holandês.

Algumas pessoas presas sob os escombros contaram, por celular, que estavam rodeadas de mortos esmagados por vigas ou placas metálicas.

Uma delas, Tomek Michalski, ligou para a mãe. "Ele está vivo. Suas pernas e um ombro estão presos por uma barra de ferro. Perto dele tem uma mulher que está morta. Ela é uma colega de trabalho dele e deixa um menino de seis meses de idade", contou a mulher desesperada.

As temperaturas glaciais, registradas há 10 dias na Polônia, podem agravar a situação dos sobreviventes ainda presos.

O termômetro no começo da noite marcava 15 graus negativos em Katowice e a temperatura deve cair um ou dois graus durante a madrugada.

"O frio é o segundo inimigo agora", destacou Wladzimierz Roszach, membro de uma equipe de resgate. "Quando a temperatura do corpo de uma pessoa cai para menos de 30 graus, a chance de sobrevivência é muito pequena".

De acordo com a Polícia, o pavilhão de 100m por 150m, construído em metal, podia abrigar 700 pessoas, mas às 17h15 locais (14h15 Brasília), hora do acidente, as pessoas já tinham começado a deixar a exposição.

"Se o teto tivesse caído uma hora antes teria sido um verdadeiro massacre", disse para a AFP. "O centro de exposição esteve realmente lotado".

Autoridades acreditam que a neve acumulada no teto do local pode ter sido a razão para o colapso. A região registrou mais de 30 centímetros de neve nos últimos dias e nos destroços é visível uma grossa e pesada camada do gelo.

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