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 Internacional

19/04/2006 - 14h56
Sudão é o país com maior número de refugiados no mundo, segundo a ONU

Ana María Echeverría

LONDRES, 19 abr (AFP) - O Sudão é o país com o maior número de refugiados no planeta, segundo um informe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que abrange o período de 2000 a 2005.

O relatório informa, no entanto, que a quantidade de refugiados no mundo diminuiu sensivelmente nos últimos anos, devido, principalmente, à redução das guerras e conflitos entre países fronteiriços.

O número de refugiados passou de quase 18 milhões em 1992 a 9,2 milhões em 2004, a menor cifra em 25 anos, segundo o informe "O estado dos refugiados no mundo: o deslocamento humano e o novo milênio".

O documento, apresentado à imprensa em Londres pelo Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Antonio Guterres, alerta, no entanto, para o lado oculto do iceberg: os 20 a 25 milhões de "deslocados internos", que não estão incluídos nas estatísticas dos refugiados.

"Os conflitos interestatais são menos freqüentes hoje do que as lutas internas e as guerras civis, o que ocasiona um número menor de refugiados, mas aumenta o deslocamento interno", explicou Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal.

Com dois a três milhões de pessoas que abandonaram seus lares para fugir da violência, a Colômbia ocupa o segundo lugar na lista, sendo o primeiro país do Ocidente com o maior número de refugiados.

O ACNUR deixa claro que o conflito armado entre exército, guerrilha e paramilitares colombianos, que já dura quatro décadas, é a causa deste dramático número.

Desde o ano 2000, mais de 100.000 colombianos buscaram asilo no exterior, segundo a ONU.

O comissário também condenou energicamente as restrições cada vez mais severas impostas pelos países ricos ao direito de asilo e criticou a "crescente intolerância" dos países de acolhida e a confusão cada vez mais generalizada entre "imigrantes e refugiados".

"Cada vez com maior freqüência se descreve os solicitantes de asilo como imigrantes ilegais, potenciais terroristas e criminosos ou, no melhor dos casos, como defraudadores".

Guterres responsabiliza o egoísmo dos países ricos e o número crescente de medidas restritivas adotadas para limitar o acesso ao asilo por esta situação.

"O perigo no contexto internacional atual é, por exemplo, que os Estados utilizem a questão do terrorismo para legitimar a introdução de práticas restritivas em matéria de asilo, um processo que começou com os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos", afirma o documento.

O ACNUR denuncia também o que está se tornando habitual no Ocidente - a equiparação dos imigrantes econômicos clandestinos aos refugiados, "um fenômeno alimentado por políticos que recorrem aos sentimentos xenófobos dos eleitores".

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