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26/09/2006 - 14h32
Excomunhão é a pena mais severa da Igreja Católica
CIDADE DO VATICANO, 26 Set (AFP) - A sentença de excomunhão dada nesta terça-feira pelo Vaticano ao controvertido arcebispo emérito de Lusaka, na Zâmbia, Emmanuel Milingo, é o castigo mais severo que a Igreja Católica pode decretar.
Existem dois tipos de excomunhão: a "latae sententiae" e a "ferendae sententiae".
Para o Código de Direito Canônico, os que cometem faltas graves, como tomar o lugar do pontífice para ordenar bispos, que é o caso de Milingo, devem ser excomungados automaticamente, ou seja, "latae sententiae", sem que seja necessária uma sentença prévia da autoridade competente.
Os motivos para que se aplique a excomunhão "latae sententiae" são a heresia, o cisma, a violência contra o Papa, a consagração de um bispo sem mandato do pontífice, a realização de um aborto, a profanação da Eucaristia, a absolvição de um "cúmplice" em caso de relações sexuais e a violação do segredo da confissão, diz o Código.
A maioria dos casos de excomunhão é tratada pela Santa Sé, pelo Papa diretamente ou pela Congregação para a Doutrina da Fé.
Para faltas menos graves, existe a "ferendae sententiae", pela qual a autoridade competente abre um processo que pode concluir com a sentença de excomunhão.
Os excomungados não podem cumprir tarefas litúrgicas ou pastorais e são proibidos de participar da vida sagrada da Igreja.
As excomunhões são pouco freqüentes.
A última sentença de excomunhão que se conhece foi pronunciada em fevereiro pelo bispo de Piemonte, norte da Itália, monsenhor Pier Giorgio Bernardi, contra o sacerdote Franco Barbero, por ter benzido o casamento entre homossexuais.
Em 2002, o Vaticano ameaçou várias vezes o arcebispo Milingo de excomungá-lo por ter se casado com uma coreana seguindo o ritual da seita Moon.
Mas o religioso africano renunciou ao casamento e se reincorporou à Igreja. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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