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 Internacional

03/10/2006 - 15h39
Massacre em escola amish: cinco meninas mortas e um assassino com passado

sombrioPor Virgine Montet=(FOTO+INFOGRAFIA)=NICKEL MINES, EUA, 3 out (AFP) - O número de vítimas do massacre de segunda-feira em uma escola amish de Pensilvânia subiu para cinco meninas mortas por um homem que pretendia abusar sexualmente delas, como já o fizera com outras crianças quando tinha apenas 12 anos de idade.

Segundo revelações feita pela polícia, o caminhoneiro Charles Roberts declarou, numa ligação telefônica para sua esposa feita no momento em que mantinha as crianças reféns na escola de Nickel Mines, que havia abusado sexualmente de crianças há 20 anos e afirmou, em uma carta, que sonhava fazer isso de novo.

"Ele disse: 'Não vou voltar para casa' e acrescentou que havia abusado sexualmente de crianças de sua família, que tinham entre 3 e 4 anos, 20 anos atrás", declarou o porta-voz policial Jeffrey Miller

O assassino também estava traumatizado com a perda, há nove anos, de um bebê prematuro. "Ele queria se vingar de Deus, e disse que se odiava", contou Miller em entrevista coletiva.

"É possível que ele tenha pensado em molestar suas vítimas antes de matá-las", acrescentou o porta-voz, destacando que o assassino carregava com ele objetos de natureza sexual quando invadiu a escola.

O policial disse não dispor de nenhum elemento permitindo especificar que abusos o homem teria cometido há 20 anos.

Charles Roberts era conhecido até então como um pai de família tranqüilo, que havia passado um fim de semana normal, segundo a polícia. Os membros de sua família não sabiam das agressões sexuais evocadas na conversa com sua esposa, segundo Miller.

Na escola amish, construída no meio de um campo e constituída de uma única sala, ele separou as crianças, libertando os meninos e os adultos, e alinhou e amarrou 11 meninas no quadro negro.

"Sua mulher e sua filha não perceberam nada. Parece agora evidente que ele tinha planejado tudo", disse o porta-voz da polícia. Ele pretendia permanecer na escola, e tinha equipamentos, munições e armas suficientes para agüentar lá por um bom tempo.

A polícia achou uma pistola 9mm, um revólver, um rifle, uma arma de tonteio, duas facas e muita munição junto ao corpo de Roberts.

A família Roberts emitiu um comunicado que afirma: "Nossas vidas estão arrasadas, e oramos pelas vidas inocentes que foram perdidas hoje".

A comunidade amish tem 50.000 membros em Pensilvânia. Eles rejeitam a modernidade, só se deslocam de carroça puxada por cavalos e não possuem telefone ou eletricidade. Os amish são pacíficos e são descendentes de cristãos suíço-alemães.

Nos Estados Unidos, onde três ataques mortíferos foram registrados em menos de uma semana em escolas de Wisconsin, Colorado e Pensilvânia, o debate sobre a posse de armas de fogo voltou à tona.

Os jornais New York Times e Washington Post criticaram a liberdade de porte de armas nos Estados Unidos.

"Esperamos que a catástrofe que atinge a comunidade amish de Nickel Mines acorde a nação e a leve a fazer algo sobre uma folia que ela deve controlar", escreveu o Post.


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