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 Internacional

15/10/2006 - 20h05
Empate técnico nas presidenciais do Equador: boca-de-urna

=(FOTOS)= QUITO, 15 Out (AFP) - O magnata Alvaro Noboa e o esquerdista Rafael Correa, amigo do presidente venezuelano Hugo Chávez, disputarão o segundo turno das eleições presidenciais do Equador. Segundo pesquisa de boca-de-urna divulgada pelo canal Teleamazonas e realizado pela empresa Informe confidencial, Noboa obteve 28,5% dos votos contra 26,5% dados a Correa, o que representa um empate técnico.

Outro estudo da companhia Market dá a Noboa 28,23% dos votos e a Correa, 27,17%.

Já a empresa Cedatos-Gallup anunciou 27,6% da votação para Noboa e 25,5% para Correa, ao concluir o primeiro turno da votação.

Noboa teve uma ascensão espetacular nos últimos dias tirando de Correa a possibilidade de alcançar a presidência no primeiro turno, como indicavam antes as intenções de voto.

O socialista moderado León Roldós foi deslocado por Noboa ao terceiro lugar, com níveis de 14,32% (Market) e 15,59% (Informe Confidencial).

Todas as pesquisas coincidem em que a candidata da direita Cynthia Viteri, a única mulher a participar da eleição presidencial para o período 2007-2011, ficou em quinto lugar (de 9,93% a 10,80%).

O candidato Rafael Correa sonha em levar ao poder suas idéias de esquerda, para integrar o país ao eixo de influência do amigo Hugo Chávez.

Aos 43 anos, o economista de voz forte chegou à política num momento de ebulição, quando milhares de equatorianos decepcionados expulsaram do poder o presidente Lucio Gutiérrez em abril de 2005.

Candidato linha-dura e crítico dos Estados Unidos, Correa enfrenta, agora, disputa acirrada com o magnata de direita Alvaro Noboa nas eleições previstas para 26 de novembro. Correa encerrou a campanha rejeitando a presença militar americana, ameaçando adotar moratória da dívida externa e anunciando a revisão de contratos com as empresas de petróleo.

Advertiu que revisará o acordo pelo qual Washington opera a base de Manta, o principal posto de controle antidrogas no Pacífico, considerado a ponta-de-lança da luta americana contra a guerrilha colombiana.

O convênio assinado em 1999 expirará em 2009 e Correa anunciou que, se o presidente George W. Bush - a quem qualifica de "torpe" - quiser manter as tropas, terá de aceitar primeiro a instalação de uma base equatoriana em Miami.

"Manteremos relações de absoluto respeito, mas o acordo será revisto. Não nos envolveremos no Plano Colômbia", assegurou o candidato, que lidera as intenções de voto.

"Vamos revisar os contratos de pretróleo e renegociá-los, pois muitos deles têm representado um atraso para o país. Não foi apenas a (companhia petrolífera) Oxy, outros também têm o costume de romper com a lei", expressou recentemente, em entrevista coletiva. Argumentando violação da lei, o governo de Alfredo Palacio declarou em maio a caducidade do contrato que permitia à americana Occidental Petroleum (Oxy) explorar cerca de 100.000 barris diários de petróleo na Amazônia equatoriana.

No Equador operam cerca de 20 multinacionais, entre elas a EDC (Estados Unidos), a Perenco (França), a Repsol-YPF (Espanha), a Petrobras (Brasil) e a CNPC Amazon (China).


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