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 Internacional

25/10/2006 - 12h58
Fotos de corpo profanado no Afeganistão causam comoção na Alemanha

Por Benoît Finck=(FOTO)= BERLIM, 25 out (AFP) - A revelação da profanação de um corpo por soldados alemães perto de Cabul motivou nesta quarta-feira reações indignadas na Alemanha, num momento em que Berlim analisa as novas missões do exército no exterior, principalmente no Afeganistão.

O governo e os líderes políticos de todos os matizes condenaram vigorosamente o fato, exigindo sanções severas, após a revelação do escândalo pelo jornal popular Bild.

A chanceler Angela Merkel considerou as fotos "chocantes e horríveis", estimando que o comportamento dos soldados é indesculpável, anunciou o porta-voz do governo, Thomas Steg.

O ministro da Defesa, Franz Josef Jung, anunciou uma investigação rápida, estimando que os culpados não poderão voltar a ocupar "seus lugares no exército alemão".

"Está claro que tal comportamento da parte de soldados alemães não pode ser tolerado em nenhum caso", declarou o ministro democrata cristão (CDU), acrescentando que as imagens são "detestáveis e absolutamente incompreensíveis".

A promotoria de Potsdam, perto de Berlim, abriu uma investigação penal sobre os que "perturbaram a paz dos mortos", informou um porta-voz do ministério público da cidade, onde está baseado o Estado-Maior das forças de intervenção alemãs.

Segundo um membro das forças armadas alemães citado pelo Bild, as fotos foram tiradas na primavera (do hemisfério norte) de 2003 na região de Cabul por uma patrulha de soldados alemães membros da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), comandada pela Otan no Afeganistão.

O Bild publicou na primeira página uma foto, de um total de cinco, mostrando um soldado alemão em roupa de combate posando com um pedaço de crânio humano na mão direita, exibindo-o ao lado do pênis; um outro, equilibrava o crânio sobre uma barra metálica de um veículo militar.

Se as acusações se confirmarem, advertiu o ministro alemão, "serão adotadas medidas disciplinares apropriadas, assim como medidas penais com maior dureza."

Pelo menos 2.750 soldados das forças armadas alemães, a Bundeswehr, estão emCabul e em várias cidades do norte do Afeganistão (Mazar-i-Sharif, Kunduz e Faisabad), região onde a Alemanha exerce o comando da Isaf.

Dois suspeitos - um reservista e um suboficial - estão sendo ouvidos a partir desta quarta-feira pelas autoridades militares, anunciou o Inspetor geral da Bundeswehr, general Wolfgang Schneiderhan.

Segundo o presidente da associação de soldados alemães, Bernhard Gertz, pode ser estabelecido um paralelo entra as fotos "obscenas" e o escândalo na prisão iraquiana de Abu Ghraib, onde os detidos sofreram maus-tratos e humilhações.

Nesta ótica, o governo alemão decidiu prolongar nesta quarta-feira em mais um ano sua participação na operação antiterrorista "Enduring Freedom", decidida pelos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro de 2001, e que reúne 80 países no Chifre da África.

O mandato prevê também a mobilização de soldados do corpo de elite da Bundeswehr, os Kommando-Spezialkräfte (KSK), no Afeganistão, onde não estão presentes desde a mudança de governo alemão, no outono de 2005.


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