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06/01/2007 - 20h47
Nova divergência entre o Hamas e o Fatah; fotógrafo da AFP completa cinco dias
em cativeiroPor Sajer Abu El-Oun=(FOTOS)= GAZA, 6 jan (AFP) - O movimento islamita Hamas, no poder, e o Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, com uma longa história de rivalidade, voltaram a protagonizar neste sábado um novo conflito. Desta vez, em relação à atuação de forças de segurança nos territórios, o que parece refletir a divisão entre o governo e a Autoridade Palestina, num momento em que o fotógrafo peruano da AFP Jaime Rázuri prossegue em mãos de seus seqüestradores.
O Hamas advertiu neste sábado o presidente Mahmud Abbas para o risco de ele não aceitar a atuação de uma Força Executiva - um órgão controlado pelo movimento islâmico, e anunciou que duplicará seus efetivos dos atuais 5.500 para até 12.000 homens.
Mais cedo, Abbas havia qualificado esta força de "ilegal", anunciando ao mesmo tempo uma reestruturação dos serviços de segurança.
"A Força é considerada fora-da-lei e será tratada como tal se não for integrada imediatamente nos serviços de segurança, como estipula a Lei fundamental", a Constituição palestina, segundo um comunicado divulgado pelo escritório de Abbas.
"A lei e a Constituição não autorizam o presidente a tomar esta decisão", afirmou por sua vez Khaled Abu Hillal, porta-voz do ministério do Interior, em entrevista coletiva.
Já o fotógrafo peruano da AFP Jaime Razuri completa neste sábado cinco dias de cativeiro na Faixa de Gaza. Por enquanto, nenhum grupo assumiu o seqüestro, que aconteceu no dia 1º de janeiro.
Os movimentos de solidariedade e os apelos para sua libertação se multiplicaram no Peru e na França.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) declarou neste sábado que está disposto a intervir para resgatar Jaime Razuri.
"Estamos, como sempre, prontos a atuar para facilitar os contatos", disse o porta-voz do CICR, Vincent Lusser.
Segundo ele, a Cruz Vermelha pode, por exemplo, servir de intermediário com os seqüestrados para enviar medicamentos ou mensagens a Jaime Razuri, de 50 anos, a pedido de sua família ou da agência.
Um dirigente palestino afirmou no entanto, em Ramallah (Cisjordânia), que as autoridades realizavam progressos na investigação sobre o paradeiro de Razuri, preferindo não divulgar detalhes que pudessem comprometer o processo.
Vários jornalistas e membros da família de Rázuri se manifestaram em Lima.
Em Paris, profissionais da imprensa se concentraram diante da sede da AFP, sob a liderança da organização Repórteres Sem Fronteiras.
Paralelamente, pela primeira vez desde a entrada em vigor de uma trégua, no dia 26 de novembro, o exército israelense fez uma breve incursão na Faixa de Gaza.
"Vários tanques e buldôzeres entraram sexta-feira numa zona deserta a leste do campo de refugiados de Jabaliya, após disparos de foguetes nesta área", informou uma fonte de segurança palestina.
Os veículos blindados ficaram cerca de uma hora no local, mas não houve troca de tiros.
Segundo os termos do acordo concluído em 26 de novembro, os grupos armados palestinos se comprometeram a não disparar mais foguetes em troca da retirada israelense do norte da Faixa de Gaza. Entretanto, desde então, cerca de 70 foguetes foram disparados contra Israel.
Três palestinos morreram e nove ficaram feridos neste sábado em violentos combates armados entre doos grandes clãs em Gaza, informou uma fonte médica e várias testemunhas. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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