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28/06/2007 - 16h20
As bruxas ainda estão à solta
OSLO, 26 Jun 2007 (AFP) - Faz muito tempo que as fogueiras da Europa se apagaram, mas as bruxas continuam espelhadas pelo mundo. Perseguidas ou na moda, as feiticeiras são tema de uma conferência de intelectuais que começou nesta semana na Noruega.
Na pequena cidade ártica de Vardoe, que entrou para a história por ser um dos lugares de caça às bruxas do século XVII, cerca de 60 especialistas examinam os pormenores da bruxaria e sua percepção nas sociedades antigas e nas contemporâneas.
"As bruxas ou as supostas bruxas já não são perseguidas" na Europa, "mas continuam sendo na África, México, Índia, Indonésia e Malásia", explicou um dos organizadores da conferência, o historiador Rune Blix Hagen da Universidade de Tromsoe.
"Nestes países, foram queimadas mais bruxas nos últimos 50 anos do que na Europa" nos séculos XVI e XVII, quando 50.000 mulheres foram mortas na fogueira, revelou o pesquisador.
Assim como antigamente, as supostas feiticeiras são acusadas pela sociedade de serem responsáveis por desgraças, doenças, desaparições, naufrágios, calamidades e todo o tipo de acidentes.
Enquanto em alguns lugares, a caça às bruxas continua sendo feita, em outros, a bruxaria parece estar na moda.
Prova disso é a relativa popularidade que goza nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá a Wicca, uma filosofia neopagã que tem suas origens no xamanismo e no druidismo.
"Os que praticam atualmente a bruxaria no ocidente consideram que perpetuam uma certa forma de arte que estava em vias de desaparecer. São focalizadas nas magias positivas e nas técnicas curativas", explica Hagen.
Fora do círculo dos seguidores da Wicca, bruxinhos e bruxinhas se espalharam pelo mundo através das páginas de Harry Potter, livro de J K Rowling que relata as aventuras de um aprendiz de bruxo no encantado mundo da magia.

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