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 Internacional

07/09/2007 - 16h54
Al-Qaeda planeja ataques de "alto impacto" contra EUA (CIA)

AFP
Em Nova York

A rede terrorista Al-Qaeda planeja lançar ataques de "alto impacto" contra os Estados Unidos, com um poder de destruição "impressionante" e uma enorme quantidade de vítimas, advertiu nesta sexta-feira o diretor da CIA, Michael Hayden.

O governo americano recebeu nesta sexta-feira um novo vídeo atribuído a Osama Bin Laden, enviado alguns dias antes do sexto aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001 planejados pelo líder da Al-Qaeda. Trata-se do terceiro vídeo de Bin Laden em três anos. O vídeo está sendo estudado pelos serviços de inteligência americanos.
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"Nossos analistas estimam, com alto nível de confiança, que a direção central da Al-Qaeda planeja ataques de alto impacto contra o território dos Estados Unidos", disse Hayden durante uma conferência no Conselho de Relações Internacionais, em Nova York.

Segundo o chefe da Agência Central de Inteligência, "a Al-Qaeda está visando alvos que produziriam um grande número de vítimas, destruição impressionante e sequelas econômicas significativas".

"A Al-Qaeda protegeu ou regenerou elementos fundamentais de sua capacidade de ataque: isto significa que há santuários em áreas tribais do Paquistão, com gente operacional e dirigentes dedicados ao planejamento" destas ações.

"Quero ser o mais direto possível sobre o perigo que temos pela frente. É algo mais real que qualquer coisa que nossos cidadãos já enfrentaram desde a guerra civil" americana (1861-65).

A advertência ocorre no momento em que o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, aparece pela primeira vez em três anos em um vídeo, para dizer que "a América é fraca, apesar de seu poder aparente".

Segundo Hayden, "esta é uma guerra dos serviços de inteligência e uma guerra militar, melhor dizendo, é mais uma guerra de inteligência que militar".

Sobre possíveis excessos da CIA em seu trabalho antiterrorista, Hayden disse que "para nós, isto é simplesmente uma guerra" e que "o povo americano espera que utilizemos cada polegada do espaço que temos" dentro da legalidade.

Perguntado sobre os vôos com supostos terroristas detidos, com escalas em países onde se pratica tortura, Hayden minimizou o caso afirmando que "estão longe de ser a peça central de nossos esforços", mas destacou que as informações que produziram foram essenciais.

O funcionário revelou que desde 2002, pelo menos 100 pessoas ficaram detidas em instalações da CIA e que o número de vôos para transportá-las não passou dos dois dígitos, e admitiu que "mais de 70% da informação de inteligência de que dispomos vêm dos presos".

"Estes programas são focalizados e seletivos. São destinados unicamente aos terroristas mais perigosos e que consideramos ter informação valiosa, como o conhecimento de planos para um ataque".


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