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04/10/2007 - 12h42
Vinte e cinco passageiros morreram na queda do avião no Congo
AFP Em Kinshasa (República Democrática do Congo)
Vinte e cinco passageiros morreram e dois sobreviveram nesta quinta-feira no acidente de um avião de uma companhia privada congolesa que caiu num bairro popular do leste de Kinshasa, segundo o mais recente balanço da Missão da ONU na República Democrática do Congo.
O ministro da Informação, Toussaint Tshilombo Send, declarou à AFP que é prematuro, por ora, dar um balanço exato das vítimas da tragédia.
"No avião viajavam 27 pessoas, das quais 25 morreram, enquanto que dois membros da tripulação, um mecânico e uma aeromoça, sobreviveram", informou Michel Bornnardeaux, porta-voz da Monuc citando fontes oficiais.
Um balanço anterior estabelecido pela Direção Geral de Migrações (DGM) assinalou que não havia sobreviventes entre as 19 pessoas que supostamente se encontravam a bordo do aparelho.
O avião, um Antonov 26 da companhia Africa One, caiu sobre uma casa em Masina, bairro popular da capital próximo ao aeroporto internacional de Njili, informou à AFP o ministro de Assuntos Humanitários, Jean-Claude Muyambo.
Mas testemunhas afirmaram à AFP que a aeronave, que acabara de decolar do aeroporto internacional de Kinshasa com destino a Tshikapa, na província de Kasai ocidental (centro), atingiu várias casas do bairro de Masina, uma zona muito povoada a leste de Kinshasa, entre o aeroporto internacional de Ndjili e o rio Congo. O aparelho, em seguida, pegou fogo.
O avião, fretado por uma companhia privada congolesa, a Africa One, era um Antonov-26 cosntruído na Ucrânia durante a época soviética, segundo a agência russa Itar-Tass, acrescentando que a tripulação também era russa.
A Itar-Tass citou como fonte dessa informação Alexandre Turchinovich, da embaixada da Rússia em Kinshasa, que não pôde confirmar o número de membros da tripulação.
Um funcionário da Direção de Vias Aéreas (RVA) indicou à AFP que a maior das companhias aéreas congolesesas não declaram o número exato de passageiros que viajam em seus aviões para tentar não pagar as taxas aéreas correspondentes.
Todas as companhias congolesas, exceto a particular Hewa Bora, que voa entre Kinshasa e Bruxelas, figuram na lista negra das empresas aéreas sobre as quais pesa uma proibição de vôo na União Européia.
Os acidentes aéreos são freqüentes na RDC, que tem mais de 50 companhias aéreas e uma empresa nacional. Seus aviões são, no geral, antigos aparelhos de fabricação soviética, cujas licenças de vôo não estão regulamentadas.
Em 1996, um avião-cargueiro Antonov 32 caiu no mercado do centro de Kinshasa deixando mais de 300 mortos. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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