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 Internacional

18/10/2007 - 18h37
Pelo menos 120 morrem em atentado contra comboio de Bhutto no Paquistão

de Karachi

Atualizada às 23h15

Pelo menos 120 pessoas morreram e 375 ficaram feridas na noite desta quinta-feira (18) no sul do Paquistão em um atentado com carro-bomba cometido na passagem do comboio da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, que escapou ilesa, informou a polícia. Bhutto voltou hoje do exílio.

O porta-voz do Ministério do Interior, Javed Cheema, declarou que "houve uma explosão maciça no comboio e há muitas vítimas, incluindo policiais e seguidores do PPP", em referência ao Partido do Povo do Paquistão, de Bhutto. "Benazir Bhutto está sã e salva."

AFP
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Os canais de TV paquistaneses mostraram as imagens de cadáveres por terra, mutilados pela explosão. Um jornalista da AFP viu "vários corpos" na rua.

O ministro paquistanês do Interior, Aftab Sherpao, declarou à AFP que o ataque foi cometido por dois suicidas.

"Houve duas explosões: uma na parte esquerda e outra na parte direita do comboio", disse Sherpao. "Parece que foram ataques suicidas, mas ainda não está confirmado."

Sherpao acrescentou que, no local onde aconteceram as explosões, havia muitas viaturas policiais que escoltavam Bhutto.
A polícia informou que a ex-premier foi levada para a residência de sua família.

O marido de Bhutto acusou o serviço paquistanês de inteligência pelo ocorrido: "culpamos os serviços secretos e pedimos ações contra eles (...) isto não foi um ato de militantes, foi algo destes serviços", disse Asif Ali Zardari à TV paquistanesa.

"Nossa gente morreu, nossos trabalhadores morreram. Sacrificaram suas vidas pelo bem da democracia no Paquistão".

Ainda segundo a polícia, aparentemente, as duas explosões foram causadas por dois suicidas, um deles a bordo de um carro-bomba.

O ministro paquistanês do Interior, Aftab Sherpao, confirmou essa informação à AFP e declarou que o ataque, classificado por ele de "ação terrorista", era contra Bhutto.

"Foi um ato de terrorismo contra Benazir Bhutto e dirigido a sabotar o processo democrático (...) Suspeitamos que eram camicases, porque qualquer tipo de artefato previamente colocado ou acionado por controle remoto teria sido detectado pelos equipamentos eletrônicos dos veículos de segurança".

De acordo com Sherpao, "houve duas explosões: uma na parte esquerda e outra na parte direita do comboio". Ainda segundo o ministro, no local onde aconteceram as explosões, havia muitas viaturas policiais que escoltavam Bhutto.

Durante a semana, a imprensa local informou que um comandante de combatentes islâmicos ligados aos talibãs e à rede Al-Qaeda - muito numerosos nas zonas tribais do noroeste do Paquistão - ameaçou Bhutto de morte.

A ex-primeira-ministra prometeu diversas vezes "erradicar a ameaça islamita" de seu país, castigado há três meses por uma onda sem precedentes de atentados suicidas. Com o novo episódio desta quinta-feira, sobe para pelo menos 400 o número de mortos nesse período no Paquistão.

O governo americano já divulgou uma nota denunciando o atentado a Benazir Bhutto, afirmando que os extremistas não deterão as próximas eleições naquele país.

"Os Estados Unidos condenam o violento ataque no Paquistão e lamentam a perda de vidas inocentes", frisou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Gordon Johndroe, após o ataque.



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