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 Internacional

17/02/2008 - 10h10
Bush defende sua política africana e o plano de independência do Kosovo

DAR ES SALAAM, 17 Fev 2008 (AFP) - O presidente americano, George W. Bush, defendeu neste domingo na Tanzânia a política de seu governo para a África, no segundo dia de sua viagem pelo continente, durante a qual também reafirmou seu apoio ao plano de independência do Kosovo.

"Exercemos um papel muito ativo nos esforços diplomáticos no continente desde que sou presidente" dos Estados Unidos, declarou Bush em Dar es Salaam durante uma entrevista coletiva conjunta com seu colega tanzaniano Jakaya Kikwete, que acaba de assumir a presidência rotativa da União Africana (UA).

"Nosso balanço fala por si", sustentou o dirigente americano, que disse ter conversado com o presidente em exercício da UA sobre algumas das crises que assolam atualmente o continente africano, como a onda de violência no Quênia, o "genocídio" na província sudanesa de Darfur e o Zimbabué, um país cujo presidente, Robert Mugabe, candidato à reeleição, é constantemente criticado por Washington.

"Não há dúvidas de que os zimbabuanos merecem um governo que sirva seus interesses, reconheça seus direitos elementares e organize eleições livres e justas", declarou Bush.

O Zimbabué deve ter eleições presidenciais e legislativas no dia 29 de março.

Sobre o Quênia, onde a secretária de Estado Condoleezza Rice viaja na segunda-feira para defender uma divisão dos poderes entre as duas partes envolvidas, Bush garantiu que seu objetivo não é "impor" uma solução, mas "contribuir para o avanço do processo".

O governo queniano reiterou neste domingo sua rejeição de qualquer ingerência externa na resolução da crise, em alusão à visita de Rice.

A poucas horas da proclamação da independência do Kosovo, o presidente americano também reiterou seu apoio a uma independência da província sérvia sob supervisão internacional.

"Sobre o Kosovo, nossa posição é que seu estatuto deve ser definido para que os Balcãs sejam estáveis", declarou, elogiando o fato de que "o governo do Kosovo tenha proclamado claramente seu desejo de defender os direitos dos sérvios" na província.

A viagem africana do presidente Bush, que começou sábado em Benin, também o levará, depois da Tanzânia, a Ruanda, Gana e Libéria. O objetivo é demonstrar o compromisso dos Estados Unidos com o continente e exaltar a política americana de assistência.

Nesse sentido, Bush e Kikwete assinaram um acordo que prevê uma ajuda americana de 698 milhões de dólares à Tanzânia, para um período de cinco anos.

Este acordo se inscreve em um programa de luta contra a pobreza e de promoção do crescimento econômico. Ele prevê investimentos em setores como os transportes, a energia ou a água.

Sobre a política africana do governo Bush, Kikwete disse esperar que o senador democrata Barack Obama, se for eleito, manterá a mesma linha que seu predecessor.

"Claro que as pessoas aqui falam de Obama (cujo pai é queniano) com paixão", comentou o presidente tanzaniano.

"Os Estados Unidos vão ter um novo presidente. Para nós, o mais importante é que ele seja um amigo da África, como foi o presidente Bush", afirmou.



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