UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

Selo
Selo
ARQUIVOS


 Internacional

19/02/2008 - 09h58
Dissidencia cubana reage entre a apatia e a esperança ante renúncia de Fidel

HAVANA, 19 Fev 2008 (AFP) - Os principais dirigentes da oposição interna em Cuba (ilegal) reagiram entre a apatia e a esperança de mudanças diante da renúncia de Fidel Castro, anunciada nesta terça-feira em uma mensagem à imprensa.

"Acho que fez o que era mais sensato, pode ser que esteja entrando um pouco de razão e lógica no governo cubano, mas, de qualquer maneira, em um ano e meio sem Fidel, não houve mudanças e agora também não vai haver mudanças", declarou à AFP Vladimiro Roca, porta-voz do movimento Todos Unidos.

Após 49 anos no poder e a cinco dias do Parlamento definir a nova cúpula do governo, Fidel foi taxativo ao afirmar que não aspirará nem aceitará o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante-em-Chefe, segundo uma carta assinada de próprio punho e com data de 18 de fevereiro.

No entanto, nada mencionou sobre o cargo de primeiro secretário do Partido Comunista (PCC), que ocupa desde 1965, o que significa uma ampla cota de poder na ilha.

Entrevistado por telefone, Roca atribuiu pouca importância ao fato de Fidel vir a conservar seu cargo no PC cubano.

"O Partido há muito tempo deixou de ser um órgão do poder; aqui, o poder era Fidel Castro, sua pessoa, com todos os cargos (...) era Fidel e sua vontade", critica Roca, filho de um falecido alto dirigente histórico do Partido Comunista.

O opositor democrata-cristão Oswaldo Payá, Prêmio Sakharov-2002 do Parlamento Europeu, disse que o anúncio de Fidel "é algo de muita importância, muita transcendência e se deve pensar no povo".

"O povo de Cuba quer mudanças e mudanças devem significar direitos, reconciliação e dar voz ao povo, uma nova lei eleitoral e os espaços para que esta nova etapa possa ser definida em paz e soberanamente por todos os cubanos sem exclusão", afirmou Payá.

Por sua parte, o social-democrata Manuel Cuesta classificou de "corajosa" a decisão de Fidel.

"Cuba começará a se normalizar como país depois desta decisão que classifico de corajosa por parte do ex-presidente cubano, de olhar a realidade e se dar conta de que Cuba precisa de outro rumo e que Cuba mudou", enfatizou.

Acrescentou que esta renúncia "responde à percepção de que Cuba já não é a mesma (...), é um país diferente, e acho que ele tomou a decisão correta no momento correto, para que os cubanos posam olhar para dentro de si e encaminhar as mudanças de que o país necessita e que o país está exigindo", concluiu.



Folha Online
LDU faz 2 a 1 no Fluminense; acompanhe placar da Sul-Americana
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Confira a resolução comentada
da primeira fase da Fuvest 2010

UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA