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18/03/2008 - 16h47
Americanos marcam 5º aniversário da guerra no Iraque pensando na recessão
Da AFP Em Washington
Os americanos recordam quarta-feira, com um dia de antecedência, o quinto aniversário do início da invasão do Iraque, com a cabeça bem mais voltada para sua economia e a ameaça de recessão do que para as perspectivas de retirada militar, apesar da morte de quase 4.000 de seus soldados.
Cinco anos depois das primeiras explosões em Bagdá, na noite de 19 a 20 de março de 2003, a guerra segue sendo o tema de acalorados debates, num momento em que se aproxima a eleição presidencial de novembro.
O Iraque é um tema que divide republicanos e democratas, e até os candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton têm um ponto de vista diferente sobre a melhor forma de gerenciar o conflito depois da saída de George W. Bush, em janeiro de 2009.
Bush vai pronunciar quarta-feira no Pentágono um discurso no qual deve "agradecer aos soldados pelo trabalho difícil que fizeram" e falar dos "progressos realizados recentemente" sem esquecer, como sempre, de lembrar de que "ainda há muito trabalho para fazer", segundo o porta-voz Gordon Johndroe.
Porém, com a série de problemas que afeta atualmente sua economia, muitos americanos têm agora outras preocupações, como a segurança de seu emprego, o preço da gasolina ou o pagamento das prestações de suas casas.
De acordo com uma pesquisa Gallup publicada pelo jornal USA Today, mais de 75% dos americanos consideram que os Estados Unidos entraram em recessão, mesmo se o governo segue se recusando a pronunciar esta palavra.
A economia é agora o tema mais importante para 42% dos americanos, segundo uma pesquisa encomendada pela rede de televisão CNN. Apenas 21% consideram a guerra mais importante, segundo o mesmo estudo. Em junho de 2007, o tema de maior preocupação para 31% dos americanos era a guerra no Iraque, enquanto que 23% citavam a economia.
Pouco menos de 4.000 soldados americanos foram mortos no Iraque, e a guerra custou centenas de bilhões de dólares ao país. Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de economia, foi além, afirmando que o conflito custou na verdade 3 trilhões de dólares aos Estados Unidos.
Hoje, a maioria dos americanos considera que a guerra foi um erro.
Consciente de que o legado que deixará depende muito do resultado do conflito iraquiano, Bush não poupa esforços para convencer os americanos do contrário.
"A História nos ensina que isso vale todos os esforços que fizemos", declarou nesta terça-feira o vice-presidente Dick Cheney durante um discurso a soldados americanos na base de Balad, no Iraque.
Cheney afirmou que a segurança dos Estados Unidos e a paz na região estão em jogo, e garantiu que os americanos "terminarão sua missão" mesmo se "outros estão cansados" da guerra.
Se forem eleitos à presidência dos Estados Unidos em novembro, tanto o republicano John McCain quanto os democratas Barack Obama e Hillary Clinton terão que assumir a guerra iniciada por Bush, e tomar uma decisão sobre sua orientação futura. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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