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07/05/2008 - 07h54
Seqüestrador de Amstetten afirma que não é um monstro
Em Viena
Josef Fritzl, o pai que confessou ter seqüestrado e estuprado a filha durante 24 anos no porão de casa na Áustria, afirmou nesta quarta-feira que não é um monstro, em uma mensagem divulgada por seu advogado.
"Não sou um monstro", afirma Fritzl no texto enviado pelo advogado Rudolf Mayer ao jornal Osterreich.
"Poderia ter matado todos e não teria acontecido nada, ninguém nunca ficaria sabendo", acrescenta, em referência à filha, Elisabeth, e aos seis filhos que teve com ela, além de um sétimo que faleceu pouco depois do parto.
Segundo a mensagem divulgada pelo advogado, Fritzl alega que graças a ele sua filha Kerstin, de 19 anos, a mais velha fruto do incesto, foi hospitalizada.
"Se não fosse por mim, Kerstin não estaria viva", afirma o detento, de 73 anos. A jovem foi internada no hospital em estado crítico no dia 19 de abril e sua entrada no centro médico foi o que permitiu às autoridades desvendar todo o drama.
| Elisabeth Fritzl e seus filhos, forçados a viver em um porão sem janelas por 24 anos, vegetavam como os únicos sobreviventes de um holocausto nuclear. Para eles, a especulação da Guerra Fria, sobre como seria para as pessoas que nunca poderiam retornar à superfície da Terra, era uma realidade. |
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Paralelamente, Fritzl foi interrogado nesta quarta-feira pela primeira vez pela promotora de Sankt Poelten (leste), onde está em prisão preventiva.
O próximo interrogatório acontecerá dentro de duas semanas, já que a promotoria precisa aguardar os relatórios da investigação policial.
Os oficiais prosseguem com os trabalhos no porão em que Fritzl manteve trancada a filha durante quase 25 anos e onde nasceram os sete filhos.

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