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28/10/2009 - 22h45

Enviado dos EUA se reúne com Zelaya em busca de saída para crise

TEGUCIGALPA, Honduras, 28 Out 2009 (AFP) - Thomas Shannon, encarregado para a América Latina do Departamento de Estado americano, se reuniu nesta quarta-feira em Tegucigalpa com o presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya, em mais uma iniciativa para tentar chegar a uma solução para a crise política do país.

Acompanhado pelo secretário de Estado adjunto Craig Kelly, pelo assessor da Casa Branca para a América Latina Dan Restrepo e pelo embaixador americano em Tegucigalpa Hugo Llorens, Shannon se reuniu durante mais de uma hora e meia com Zelaya na embaixada do Brasil, onde o presidente deposto está abrigado desde 21 de setembro.

Zelaya disse à AFP que os emissários americanos o "consideram" o "presidente dos hondurenhos", e que reiteraram sua posição de "não reconhecer" as eleições convocadas para 29 de novembro a menos que ele seja restituído na presidência hondurenha.

De Washington, o embaixador americano na Organização dos Estados Americanos (OEA) Lewis Amselem deixou aberta a possibilidade de que o pleito seja reconhecido, mesmo que Zelaya não volte ao poder.

"Que a OEA descarte o resultado das eleições sem examinar as condições nas quais acontecerão é um abuso do direito dos hondurenhos à autodeterminação", estimou Amselem, durante uma reunião do conselho permanente do organismo em Washington.

Zelaya, derrubado no dia 28 de junho por um golpe de Estado, não deu detalhes sobre seu diálogo com Shannon, que agora deve se reunir com o presidente de fato, Roberto Micheletti.

Sobre o resultado do futuro encontro entre Shannon e Micheletti, Zelaya foi cauteloso, dizendo "manter suas reservas sobre a falta de vontade do regime enquanto não forem tomadas medidas adicionais" para pressioná-lo.

A solução para a crise, destacou Zelaya, passa por sua volta ao poder com a aceitação de Micheletti.

"Continuo sendo o presidente reconhecido pelas nações do mundo. Eu represento uma saída, uma solução para estas eleições, da mesma forma que represento uma saída para o consenso político e uma saída para a paz e a tranquilidade do país", declarou Zelaya após seu encontro com Shannon.

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