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02/11/2009 - 16h28

Trinta anos de relações conflituosas entre EUA e Irã

BAGDÁ, Iraque, 2 Nov 2009 (AFP) - Há 30 anos, no dia 4 de novembro de 1979, a tomada de reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerã por estudantes islâmicos, que durou 444 dias, provocou a ruptura das relações entre os dois países.

Estes são os principais acontecimentos dessas três décadas:

1979

4 de novembro: cerca de 60 pessoas são feitas reféns na embaixada americana de Teerã por estudantes islâmicos que exigem a extradição do Xá, Mohamed Reza Pahlavi, que estava nos Estados Unidos para um tratamento médico, sete meses depois da proclamação da República Islâmica pelo aiatolá Khomeini.

1980

7 de abril: ruptura das relações diplomáticas por iniciativa do presidente americano Jimmy Carter.

1981

20 de janeiro: os últimos 52 reféns são libertados no dia da posse do novo presidente, Ronald Reagan.

1986

4 de novembro: 'Irãgate' - as revelações iranianas sobre a visita ao Irã de um emissário de Reagan trazem à luz o caso da venda de armas americanas para autoridades iranianas (em troca da libertação dos reféns americanos prisioneiros no Líbano).

1988

3 de julho: um Airbus da Iranair é derrubado "por engano" sobre o Golfo pela fragata americana "USS Vincennes", causando 290 mortes.

1989

3 de junho: morre o aiatolá Ruhollah Khomeiny, fundador da República Islâmica em 1979.

1993

26 de fevereiro: os Estados Unidos acusam o Irã pelo atentado com carro-bomba no World Trade Center em Nova York (6 mortos e cerca de mil feridos).

1995

30 de abril: os Estados Unidos decretam um embargo comercial e financeiro contra o Irã.

1996

19 de junho: o Congresso americano adota sanções contra as sociedades que investem na produção iraniana de petróleo e gás.

2000

15 de setembro: reunião sem precedentes entre os ministros das Relações Exteriores do Irã e dos EUA, Kamal Jarazi e Madeleine Albright, durante um encontro da ONU sobre o Afeganistão em Nova York.

2001

7 de outubro: o Irã condena as operações militares americanas no Afeganistão.

2002

29 de janeiro: George W. Bush inclui o Irã no "Eixo do Mal", lista de países que apoiam o terrorismo segundo os EUA.

17 de março: o Irã aprova "conversações" entre parlamentares, proposta por Washington.

2004

23 de maio: O Irã adverte os Estados Unidos sobre "a gravidade" da situação no Iraque.

2005

17 de janeiro: Bush se refere a uma eventual intervenção armada para impedir que o Irã se dote de armas nucleares.

8 de agosto: o Irã retoma o enriquecimento de urânio, provocando crise com o Ocidente.

16 de agosto: o novo presidente ultraconservador Mahmud Ahmadinejad exclui todas as relações com os Estados Unidos.

2006

8 de maio: Ahmadinejad envia uma carta a Bush para propor "novos meios" para resolver as tensões no mundo.

13 de março: Bush, que acusa o Irã a armar os extremistas no Iraque, prorroga as sanções.

31 de maio: os Estados Unidos se declaram dispostos a participar de conversações multilaterais com o Irã caso o país renuncie ao programa nuclear.

6 de junho: os Estados Unidos afirmam que o enriquecimento de urânio continua acontecendo em território iraniano (segundo os diplomatas).

6 de setembro: Ahmadinejad propõe a Bush um debate na Assembléia Geral da ONU. O convite é recusado pelos Estados Unidos.

2007

10 de março: negociações diretas entre os embaixadores americano e iraniano em Bagdá durante uma conferência internacional sobre o Iraque.

24 de março: a resolução 1747 da ONU aumenta as sanções impostas ao Irã a partir de dezembro.

3-4 de maio: encontro entre especialistas iranianos e americanos e breve conversação entre a secretária de Estado americana Condoleezza Rice e seu colega iraniano Manuchehr Mottaki, durante nova conferência sobre o Iraque em Sharm el-Sheik (Egito).

2009

20 de março de 2009: o presidente Barack Obama estende a mão aos dirigentes iranianos para superar 30 anos de relação conflitiva.

23 de junho: Obama condena a violenta repressão das manifestações no Irã contra as polêmicas eleições presidenciais de 12 de junho, afirmando que a legitimidade da reeleição de Mahmud Ahmadinejad representa "sérias interrogações". Washington mantém, no entanto, sua política de abertura.

1 de outubro: representantes americanos e iranianos se reúnem paralelamente às negociações de Genebra sobre o polêmico programa nuclear da República Islâmica.

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