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07/07/2007 - 19h04
Paraty sofre com a falta de água e ainda fica às escuras

Paraty - Como nas quatro edições anteriores, a Festa Literária Internacional de Paraty 2007, a Flip, novamente é prejudicada com a falta de água na cidade. Hotéis, bares e restaurantes, principalmente do centro histórico, estão sem água. Aqueles que têm, racionam. Os motivos para o problema, no entanto, mudaram. Nos outros anos, Paraty ainda não tinha estação própria de água tratada e, portanto, não conseguia abastecer com o volume que o período exige. Neste ano, quando foram implantadas duas adutoras, a idéia era conseguir atender o público que visita a cidade, o que não ocorreu.

Se não bastasse o problema da falta de água, Paraty teve, por volta das 18h40, a luz cortada no centro histórico. A tenda onde ocorrem os debates também ficou à escuras. Alguns estabelecimentos comerciais e hoteleiros recorreram ao uso de velas e geradores.

Segundo o secretário da Secretaria de Obras e Urbanismo de Paraty, Lauriano Coelho da Silva, a falta de água ocorre por conta de um rompimento em uma das adutoras, o que reduziu o volume de água distribuído, de 400 milímetros para 220 milímetros. "O problema foi detectado quinta-feira e deve ser normalizado na segunda-feira", disse.

De acordo com a subsecretária da Secretaria Municipal de Turismo da cidade, Renata Castro, a demanda por água durante a Flip aumenta muito neste período, o que prejudica a situação. "A cidade tem cerca de 30 mil habitantes, passa a ficar com 50, 55 mil pessoas circulando durante a Flip. O sistema não suporta", afirmou.

Comércio

A falta de água implica em prejuízos para os comerciantes e até situações constrangedoras. "Todo ano sempre acontece isso na Flip. E prejudica muito o movimento, não conseguimos lavar louça, não tem água no banheiro", conta a gerente de um dos bares mais movimentados da Praça da Matriz, o Coupê, Sabrina Coupê.

Margarida Kirkovits, gerente da pousada Solar dos Gerânios, localizada na praça principal, conta que a Flip sempre registra este incidente. "Todo ano tem uma dia que fica essa situação horrorosa na cidade", afirmou, reivindicando ainda a instalação de banheiros químicos na praça.

Sobre esta reivindicação, a subsecretária de Turismo esclarece que o Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan) trava este projeto. "O Iphan não permite a instalação de banheiros químicos em diversos lugares da cidade, como a Praça da Matriz. Temos alguns espalhados, mas não suporta a demanda", comentou.

Movimentação

O movimento na cidade de Paraty hoje superou o dos três dias anteriores. A praça principal, onde acontece a Flipinha, para as crianças, esteve lotada durante todo o dia, assim como os bares e restaurantes.

São diversos estudantes, adultos, acadêmicos, vindos principalmente do Rio de Janeiro e de São Paulo, que passeiam pela maior festa literária do País. As estimativas, segundo a Secretaria de Turismo, é que Paraty receba até 20 mil turistas. Só de imprensa são 600 profissionais credenciados. A 5ª edição da Flip termina amanhã.

Pedro Henrique França

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