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29/11/2007 - 19h13
Ações da BM&F geram um dos maiores negócios do País

São Paulo - A abertura de capital da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) movimentou cerca de R$ 8,2 bilhões e pode ser considerada uma das maiores operações já realizadas no Brasil envolvendo a venda de participações acionárias. A oferta secundária de papéis da empresa, concluída ontem, somou R$ 5,9 bilhões. Porém, o processo de transformação de entidade sem fins lucrativos para sociedade com fins lucrativos (chamado de desmutualização) da BM&F e abertura de capital contou com outros dois negócios, de aliança com sócios internacionais estratégicos - que elevam o valor final transacionado.

Primeiro, a BM&F divulgou em setembro que a General Atlantic Private Equity Group (GA) comprou 10% de participação no capital da bolsa, por R$ 1 bilhão. Cerca de um mês depois, a BM&F anunciou acordo com o CME Group (controlador da Bolsa Mercantil de Chicago), que prevê parcerias em questões de interesse comum das duas bolsas. Futuramente, o CME Group, ou uma de suas subsidiárias, ficará com fatia de cerca de 10% do capital da bolsa brasileira de futuros, por meio de novas ações que ainda serão emitidas. Em troca, a BM&F terá perto de 2% do capital do CME Group, pelo valor aproximado de R$ 1,3 bilhão.

Somando os R$ 5,9 bilhões da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em ) com os R$ 2,3 bilhões dos acordos com parceiros internacionais, todo o processo de abertura de capital da BM&F alcança R$ 8,2 bilhões.

Outros dados citados pelo mercado foram os R$ 6,6 bilhões do IPO histórico da Bovespa, além dos R$ 7,7 bilhões na oferta de papéis da Petrobras para a compra com recursos do FGTS, em 2000, e os R$ 4,5 bilhões de colocação semelhante da Vale, em 2002.

Veja abaixo a relação das 10 maiores ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) do País realizados na Bolsa de Valores de São Paulo:

1.º Bovespa Holding: R$ 6,626 bilhões, alta de 52,13% na estréia, em 26/10/2007

2.º BM&F: R$ 5,983 bilhões, em 30/11/2007

3.º Redecard: R$ 4,643 bilhões, alta de 24% na estréia, em 13/07/2007

4.º JBS: - R$ 1,617 bilhão, queda de 12,12% na estréia, em 29/03/2007

5.º Amil: R$ 1,401 bilhão, alta de 16,21% na estréia, em 29/10/2007

6.º MRV Engenharia: R$ 1,193 bilhão, alta de 19,23% na estréia, em 23/07/2007

7.º Brascan Properties: R$ 1,188 bilhão, alta de 6,25% na estréia, em 23/10/2006

8.º Energias do Brasil: R$ 1,185 bilhão, alta de 11,17% na estréia, em 13/07/2005

9.º MMX Mineração: R$ 1,119 bilhão, queda de 0,12% na estréia, em 24/07/2005

10.º Daycoval: R$ 1,092 bilhão, alta de 2,06% na estréia, em 29/06/2007

Ana Paula Ragazzi e Milton F. da Rocha Filho


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