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31/01/2008 - 13h55
AL decreta situação de 'perigo iminente' na segurança

Ricardo Rodrigues
Em Maceió

O governador em exercício, José Wanderley Neto (PMDB), decretou situação de "perigo iminente" na segurança pública em Alagoas e adotou medidas administrativas contra o que considera serem excessos dos movimentos grevistas da Polícia Civil no Estado.

Os decretos reconhecendo a situação e adotando providências foram publicados hoje no Diário Oficial do Estado, permitindo a realização de compras emergenciais e a contratação de serviços sem licitação, e dando à Polícia Militar poder para assinar termo de ocorrência em caso de prisões em flagrante.

GREVE DOS POLICIAIS CONTINUA
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Em Assembléia, policiais civis negaram...
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...proposta de 36,7% de reajuste
O pacote de medidas foi aprovado pelo Conselho Estadual de Segurança e pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Segundo o governo, conta também com apoio da Polícia Federal em Alagoas, Exército, Tribunal de Justiça do Estado, Ministério Público Estadual e seccional alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Wanderley Neto disse que o pacote foi uma decisão tomada pelo governador Teôtonio Vilela Filho (PSDB), antes de sair de férias, no início da semana. "Diante da intransigência dos servidores grevistas em negociar dentro da realidade financeira do Estado, ele traçou essas medidas. A sociedade inteira sabe do esforço e da paciência do governo em negociar com os policiais civis, mas não podemos mais deixar a população à mercê desse estado de insegurança", disse o governador em exercício.

Os delegados da Polícia Civil de Alagoas entram em greve por tempo indeterminado a partir de desta sexta. Segundo o presidente da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas), Antônio Carlos Lessa, apenas quatro delegacias --sendo uma em Maceió-- trabalharão em regime de plantão a partir do início da greve. "A greve vai causar um transtorno grande, pois, apesar da greve dos agentes, os inquéritos eram enviados à Justiça. Agora, pára tudo", diz Lessa.
DELEGADOS ENTRAM EM GREVE
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POLICIA MANTÉM PARALISAÇÃO
As medidas foram adotadas depois que os policiais civis recusaram a proposta de reajuste salarial oferecida pelo governo do Estado e os delegados da Polícia Civil anunciaram que pretendem entrar em greve a partir de amanhã.

Os policiais reivindicam equiparação salarial com peritos criminais, que ganham em torno de R$ 3 mil. Os delegados, por sua vez, pedem equiparação salarial com procuradores e defensores públicos, que recebem R$ 17 mil. Os peritos criminais também estão em greve por melhores salários e adicional noturno.

O governo do Estado usa como justificativa para a decretação da situação de perigo a impossibilidade da vinda imediata dos 100 homens da Força Nacional de Segurança (FNS), prometidos pelo Ministério da Justiça. O prazo da chegada das tropas seria antes do Carnaval, mas atrasou. Os homens da FNS ainda estariam sendo recrutados em Minas Gerais e São Paulo. Segundo o governo, ainda não há data certa para chegada das tropas em Alagoas.


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