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18/03/2008 - 08h08
Pesquisa mostra que 15% das babás têm ficha criminal

São Paulo - Pesquisa feita por uma empresa responsável pela contratação de babás revelou que 28% delas mentiram sobre as referências no momento da contratação e 15% tinham antecedentes criminais. Nos últimos quatro anos, a Rede Kanguruh analisou 6 mil fichas fornecidas por babás a seus empregadores. O maior índice de informações inventadas foi verificado no Rio, em São Paulo e em Brasília. Já entre as mulheres que tinham anotações criminais, a maioria era por agressão.

"Nós fizemos o levantamento ao informatizar nosso sistema. Vimos que a quantidade de fichas invalidadas por informações falsas ou por antecedentes criminais era muito grande. Isso é um alerta para que os pais redobrem a atenção ao escolher as babás de seus filhos", afirmou Roberta Rizzo, diretora da Rede Kanguruh, presente em 14 Estados e no Distrito Federal.

Na segunda-feira, em Goiânia, a babá Vanice Maria Novaes, 23 anos, foi presa sob a acusação de ajudar a empresária de construção civil Sílvia Calabresi de Lima, 42, a torturar uma menina de 12 anos. Após denúncias de vizinhos, a vítima, L., foi encontrada pela equipe de policiais acorrentada pelas mãos e pés na área de serviço de um apartamento no Setor Marista, bairro nobre da capital goiana. Leia mais
BABÁ É PRESA ACUSADA DE AJUDAR A TORTURAR MENINA

As informações falsas foram descobertas no serviço de checagem da rede. As candidatas forneceram referências pessoais forjadas, inventaram antigos empregos e forneceram telefones de parentes, como se fossem de antigos patrões.

Roberta sugere que os pais nunca aceitem telefones celulares como meio de contato para checar uma referência e sempre desconfiem quando só ouvirem elogios. "Geralmente quem só faz elogios é um amigo ou parente", diz Roberta. Ela também aconselha os pais a não aceitarem atestado federal de bons antecedentes, ao entrevistarem candidatas a babás. "Esse atestado só informa que ela não deve ao Fisco, mas não garante a idoneidade da pessoa. É preciso o atestado de antecedente criminal", afirma.

"É claro que não temos como saber se uma pessoa teve culpa ou não no caso de agressão. Mas, na dúvida, não podemos indicá-la", disse Roberta, que encaminhou à Câmara dos Deputados proposta de projeto de lei que regulamenta a profissão de babá, hoje inserida na categoria de empregadas domésticas, e defende a criação de um Cadastro Único de Babás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE


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