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COMUNICAR ERROA pesquisa contabilizou todos os pedidos de resgate feitos pelos clientes até o dia 16, último informativo disponibilizado pelo Opportunity. Pelos números do site, os saques já correspondem a 9,5% dos ativos do Opportunity antes da ação da polícia na terça-feira da semana passada. Nos seis dias que sucederam a deflagração da operação Satiagraha, as retiradas somavam, em média, R$ 240 milhões diários. Na última quarta-feira, o resgate do dia caiu para R$ 85 milhões. Mas, apesar do volume expressivo de retiradas na semana, o patrimônio total dos fundos da instituição encolheu um pouco menos no período, em torno de R$ 1,4 bilhão. A diferença de R$ 100 milhões se deve à rentabilidade positiva das aplicações feitas pelos fundos de investimentos do grupo, o que compensou parte das perdas com a fuga de investidores.
Entre os dias 8 e 16 de julho, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) acumulou alta de 1,5%. O saldo positivo beneficiou os fundos de ações do Opportunity, que representam 62,3% dos ativos totais da gestora de recursos.
Em 2004, Dantas foi indiciado pela Polícia Federal na operação Chacal, que investigou o esquema de suposta espionagem industrial durante a disputa entre o Opportunity e a Telecom Italia pelo controle da Brasil Telecom (BrT). Na época, as perdas dos fundos de investimentos do grupo chegaram a atingir entre 10% e 15% do patrimônio total nos 90 dias seguintes ao anúncio do indiciamento de Dantas. Na semana passada, o diretor comercial do Opportunity, Fernando Rodrigues, informou que a situação se reverteu nove meses depois. "Passamos a crescer e superamos as turbulências", disse na época.
Mônica Ciarelli

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