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COMUNICAR ERRONa segunda-feira, a cotação à vista estava no nível de R$ 1,575. Mas o fluxo cambial favorável - sustentado pelo ingresso de boa parte dos cerca de US$ 3,4 bilhões da venda de ativos da MMX Mineração para a Anglo American - e as rolagens de contratos futuros de dólar esta semana levaram as cotações para o nível de R$ 1,55. Contudo, o mercado avalia que este já poderia ser um piso da moeda, que teria espaço para correção no curto prazo tendo em vista a expectativa de redução nos volumes de ingressos financeiros e o cenário externo adverso.
Um operador afirmou que não se espera para o curtíssimo prazo uma eventual captação de recursos pela Oi, de cerca de R$ 3 bilhões, que completariam os recursos para compra da Brasil Telecom (BrT). Ontem à noite, o diretor de Finanças e Relações com Investidores do grupo, José Luís Salazar, afirmou que os recursos devem ser levantados no exterior. O dinheiro deverá ser captado entre o início de setembro e a primeira quinzena de dezembro, quando os americanos voltam de férias, disse o executivo em teleconferência com jornalistas.
Do lado externo, as notícias norte-americanas não aliviaram o temor com a desaceleração da economia. O relatório de emprego de julho veio melhor do que o esperado, mas o aumento da taxa de desemprego, para o nível mais alto (5,7%) desde março de 2004, manteve o mercado cauteloso. Analistas previam uma taxa de 5,6%. Os Estados Unidos fecharam 51 mil postos de trabalho em julho, menos do que os 65 mil estimados pelos analistas. O balanço ruim da General Motors e o aumento do petróleo também pesaram negativamente sobre as bolsas norte-americanas.
Silvana Rocha

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