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COMUNICAR ERRO"Quando recebi, percebi que minha filha não tinha mais intenção de voltar para casa", diz a engenheira Consuelo Pereira, de 47 anos, mãe de Lívia. "Amo vocês. Não se culpem. Cuidem da Bel", escreveu a filha, referindo-se à irmã caçula, de 11 anos. "Não sei nem por onde começar a procurar." Ao mesmo tempo, a analista de negócios Tânia, de 42 anos, recebia a mensagem do filho Victor: "A culpa não é sua. Estou indo me encontrar."
Depois do torpedo, nenhum dos dois atendeu mais o celular. Tânia vasculhou o quarto do filho e encontrou uma lista com itens de acampamento, como barraca, saco de dormir e bússola. Bisbilhotou no computador e viu que o garoto havia pesquisado sobre o Estado do Espírito Santo.
Em seguida foi a uma loja de esportes, onde o filho havia dito que compraria um polar (medidor de batimentos cardíacos para quem corre) junto com Lívia anteontem. Os dois costumavam correr no Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo. "Lá, descobri que tinham comprado barraca, vara de pescar, anzol e bússola", conta Tânia.
Consuelo percebeu então que haviam sumido de casa dois sacos de dormir - Lívia acampou com o irmão João, de 15 anos, recentemente - e duas mochilas. "Nunca proibimos o namoro, apenas achávamos que andavam muito grudentos."
Há poucos dias, preocupado com os estudos de Lívia, o pai Álvaro tentou colocar limites. "Meu filho chorou muito", diz Tânia, que só ontem à tarde, sem notícias dele, se convenceu do sumiço. As famílias registraram o desaparecimento no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, e esperam por notícias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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