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19/10/2009 - 10h41

Petróleo passa a cair após atingir máxima do ano

Londres - O petróleo opera em leve baixa hoje, devolvendo os ganhos registrados mais cedo, quando o contrato futuro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) eletrônica atingiu nova máxima no ano, de US$ 79,05 por barril. A commodity perdeu o fôlego de alta porque os investidores escolheram fazer uma pausa para avaliar os fundamentos da demanda fraca, disseram participantes do mercado. "O mercado está bastante surpreso que conseguimos manter esse suporte, considerando os fracos fundamentos", disse um operador em Londres. "Por isso que as pessoas estão reticentes em continuar comprando."

Às 10h22 (de Brasília), o petróleo com vencimento em novembro na Nymex eletrônica cedia 0,47%, para US$ 78,28 por barril. Na plataforma ICE de Londres, o petróleo tipo Brent com vencimento em dezembro recuava 0,52%, a US$ 76,74 por barril.

Fatores externos como balanços corporativos positivos, fortes dados econômicos e o declínio do dólar estão por trás da recente valorização do petróleo. Na sexta-feira, os preços fecharam com alta pelo sétimo pregão seguido. "O sentimento do mercado continua se formando na direção de mais otimismo de que a recuperação econômica vai continuar e, possivelmente, ganhar força", comentou Dominick Chirichella, analista do Energy Management Institute.

Mas muitos participantes continuam céticos sobre a manutenção da trajetória de alta, uma vez que os fundamentos oferecem poucos motivos para otimismo. A crescente capacidade ociosa na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), as margens de refino deprimidas, a fraca demanda nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e os estoques crescentes devem contrabalançar o otimismo com os fatores externos, disse a consultoria JBC Energy.

No âmbito geopolítico, os operadores estão de olho nos desdobramentos sobre o programa nuclear do Irã, no momento em que representantes da República Islâmica se reúnem com representantes da França, da Rússia e dos EUA, hoje e amanhã, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica, em Viena. As informações são da Dow Jones.

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