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19/10/2009 - 11h01

Polícia deflagra mais duas operações em favelas do Rio

No Rio de Janeiro
Atualizada às 12h10


Duas operações policiais foram deflagradas na manhã desta segunda-feira (19) na zona norte do Rio de Janeiro em favelas que registraram confrontos no final de semana.

Na Favela de Manguinhos, uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) - tropa de elite da polícia fluminense - provocou tensão entre os motoristas que trafegam pela avenida Bulhões de Carvalho, no trecho conhecido como "Faixa de Gaza".

No Jacarezinho, policiais do 16º Batalhão de Polícia Militar (PM) realizam uma operação junto com o 3º Batalhão e a Companhia de Cães.

Um dos objetivos das duas incursões seria a captura de Fabiano Atanázio, o FB, chefe do tráfico na Vila Cruzeiro, na Penha, que teria liderado a tentativa de invasão ao Morro dos Macacos, na madrugada de sábado. Não há notícias de mortos ou feridos.

No sábado, a cidade enfrentou diversos confrontos entre polícia e traficantes. Durante uma operação policial no morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte, um helicóptero foi atingido, passou por um pouso forçado e explodiu ao pousar, causando a morte de dois policiais.

O aparelho dava apoio a uma operação com 120 homens da PM para acabar com o confronto entre traficantes na guerra de disputa por pontos de vendas de drogas.

Além dos policiais, ao menos dez pessoas morreram nos confrontos. Ontem, mais dois homens foram mortos em uma operação do Bope na Favela do Jacaré.

Entidade dá R$ 12 mil por informação
Entidades estão oferecendo R$ 12 mil por informações que levem à prisão os responsáveis pelos disparos que mataram dois policiais e derrubaram o helicóptero Fênix 3 da Polícia Militar (PM) na manhã de sábado, durante a operação no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio de Janeiro.

"Os tiros que atingiram a aeronave são de armas com grosso calibre. Na favela, todos sabem quem opera esses armamentos", disse o presidente da Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar do Brasil (Assinap), Miguel Cordeiro, que ofereceu R$ 10 mil pelos atiradores. O Clube de Cabos e Soldados ofereceu R$ 2 mil pelos assassinos e pediu em nota o afastamento da cúpula da Segurança Pública.

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