

IMPRIMIR
ENVIAR POR EMAIL
COMUNICAR ERROO que pode conferir volatilidade aos negócios é o vencimento de opções sobre ações, embora o clima esteja favorável aos comprados. Para o diretor da Ágora Corretora, Alvaro Bandeira, o volume deste exercício deve superar os R$ 3,3 bilhões do vencimento de setembro. "O mercado teve uma forte apreciação de lá para cá, a liquidez aumentou e esse vencimento é casado com o de índice futuro", afirma. No dia 21 de setembro, quando ocorreu o último vencimento de opções, o Ibovespa estava em 60.928 pontos, o que indica uma alta de 8,65% até os 66.220 pontos registrados no fechamento de sexta-feira.
A opção é um contrato que confere ao portador o direito de compra ou venda de um ativo a um preço predeterminado. O vencimento de opções é a data de validade desses contratos. A partir do dia seguinte, o detentor da opção não pode mais exercê-la. Por isso, no dia de vencimento das opções e nos dias imediatamente anteriores, o movimento da Bolsa pode sofrer distorções, com os investidores atuando de forma tal que os preços das ações se aproximem daqueles valores que mais os favorecem quando a opção for exercida.
Alvaro Bandeira concorda que a Bovespa está muito esticada, mas afirma que isso "não tem significado muita coisa porque, até agora, todas as realizações foram bem absorvidas pelos recursos que estão entrando". No mês, até o dia 14, o superávit de capital estrangeiro subiu para R$ 3,544 bilhões, impulsionado pela entrada de R$ 941,112 milhões no dia 14, quando ocorreu o vencimento de índice futuro. Com isso, no acumulado do ano, o volume de entradas externas chega a R$ 21,551 bilhões. Enquanto a Bolsa continuar recebendo fluxo estrangeiros, a realização de lucros será adiada.
A preocupação dos investidores neste início de semana é com uma possível taxação de exportações de minérios de ferro em 5%. Também preocupa uma possível taxação do capital externo com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com o objetivo de conter a entrada de recursos estrangeiros de curto prazo e evitar a depreciação do dólar. Na sexta-feira, o presidente Lula negou que tenha planos de taxar exportações de minérios de ferro. Em relação ao IOF, Lula e Meirelles também negaram a taxação de capital externo, mas não convenceram o mercado.
Hoje, o presidente Lula se reúne em São Paulo às 17h30 com o presidente da Vale, Roger Agnelli, para discutir projetos de investimentos da empresa. A Vale deve anunciar um plano de investimento de US$ 12 bilhões para 2010, segundo fonte ligada à mineradora.
A menos que essas especulações sejam confirmadas, o que deve mesmo formar o preço na Bovespa esta semana é a safra de balanços nos EUA e os dados chineses. Pouco mais de um terço das empresas que fazem parte do índice Dow Jones apresentarão seus resultados trimestrais, entre elas Coca-Cola, McDonald's, Apple e Microsoft. Hoje, após o fechamento do mercado, saem os números da Apple e da Texas Instruments.
Já a China divulga na quinta-feira pela manhã o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, as vendas no varejo e a produção industrial. Hoje, o inspetor do Departamento de Indústria da Comissão de Desenvolvimento Nacional e Reforma da China, Xiong Bilin, afirmou que a economia do país se expandiu entre 7% e 8% no período de janeiro a setembro, em linha com a meta para o ano.
No Brasil, os investidores se preparam para o início da maratona de balanços, com a divulgação dos resultados do terceiro trimestre da Usiminas, da GVT, da Natura e da Net Serviços, na quarta-feira. Na quinta, saem os números da Oi e da Redecard e, na sexta, os da Suzano Papel e Celulose.

IMPRIMIR
ENVIAR POR EMAIL
COMUNICAR ERRO