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19/10/2009 - 18h17

Petróleo sobe e fecha perto de US$ 80

Nova York - Os contratos futuros do petróleo se aproximaram de US$ 80 por barril pela primeira vez em um ano, à medida que o otimismo com relação à economia impulsionou as ações e pressionou o dólar. No entanto, contínuas preocupações com o excesso de estoques de petróleo e combustíveis impediram que os preços da matéria-prima (commodity) atingissem um novo marco.

Os contratos futuros de petróleo tipo WTI com vencimento em novembro, que vencem amanhã, fecharam em alta de 1,38%, a US$ 79,61 o barril, na Bolsa Mercantil de Nova York, na oitava sessão consecutiva de ganhos. Os contratos com vencimento em dezembro foram mais negociados e chegaram a US$ 80,05 o barril pouco antes de fecharem a US$ 79,96. Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent fechou com avanço de 1,01%, a US$ 77,77 o barril.

Os preços do petróleo têm subido e superaram a faixa de US$ 65 a US$ 75 por barril que serviu como limite durante a maior parte dos últimos quatro meses. Os investidores, encorajados por sinais de que as grandes economias estão saindo da crise, venderam dólares e compraram ações e commodities. "A negociação está mais baseada no dólar e nessa visão otimista de que, se as commodities e as ações continuarem subindo, o consumo deverá seguir junto", afirmou Matt Zeman, da LaSalle Futures Group, em Chicago.

No entanto, uma parte significativa do mercado tem dúvidas de que um aumento da demanda, somado à recuperação econômica, seja suficiente para reduzir o excesso de petróleo e combustíveis acumulado durante a pior fase da crise. Dados sobre estoques serão anunciados na quarta-feira e analistas esperam aumento de 1,1 milhão de barris.

Mas esses números provavelmente não vão atrapalhar o caminho do petróleo na direção dos US$ 80 por barril se o dólar continuar se enfraquecendo, segundo Phil Flynn, analista da PFGBest, em Chicago. "Esse não é um rali movido pela demanda", afirmou. "Se a demanda estava tão forte, porque esses estoques não estão diminuindo dramaticamente?", questionou. As informações são da Dow Jones.

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