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COMUNICAR ERROA cobrança de IOF sobre capital estrangeiro, que ontem era possibilidade discutida nas mesas, hoje já é realidade no bolso dos investidores internacionais que chegarem ao País. E a taxação é feita na entrada, sem diferenciar o capital de curto e de longo prazos, o que deve acirrar a antipatia do mercado em relação à medida.
O consenso é de que, em resposta a isso, o dólar subirá pelo terceiro pregão consecutivo hoje. A dúvida fica por conta de quanto tempo essa valorização da moeda norte-americana durará e de qual será a intensidade da alta. Nas sessões de sexta-feira e ontem, que também tiveram a trajetória determinada pelo assunto, a alta acumulada do dólar à vista é de 0,71%.
O mercado está vendido, com base em expectativas de recuos consecutivos nas cotações da moeda norte-americana e, perante a nova regra, essas apostas devem ser ajustadas. Segundo cálculos do economista e diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme, o mercado está vendido em cerca de US$ 5 bilhões.
Ainda assim, a avaliação feita ontem pelos especialistas era de que a tributação sobre capital estrangeiro não inverterá a trajetória de queda do dólar ante o real, devendo limitar-se a amenizar o ritmo do recuo. Até porque boa parte das entradas de recursos se dá para investimentos diretos, que continuam isentos. Além disso, a perspectiva de ganhos maiores no Brasil do que em outras economias deve continuar mantendo o País atraente, pelo menos aos olhos de uma parcela significativa dos investidores. Ou seja, o fluxo tende a permanecer positivo.
Além disso, há a tendência internacional de perda da moeda norte-americana. Nesse sentido, hoje o cenário internacional ruma a favor do governo. Ao contrário do que tem sido rotina, o dólar sustenta valor ante a maioria das divisas hoje no exterior, sem rumo único.

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