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COMUNICAR ERRONo curto prazo, a taxação de ingresso de capital externo na bolsa tende a ser uma ducha de água fria, sublinha o BB Investimentos em relatório enviado a clientes. Há os que consideram a notícia ruim, mas avaliam que o efeito prático nos preços será nulo, pois o interesse pelas ações brasileiras vai continuar elevado.
O impacto negativo dessa medida na Bovespa pode ser amenizado hoje se as bolsas em Nova York mantiverem o otimismo da véspera, quando bateram novos recordes de fechamento para o ano. Os índices futuros de ações norte-americanos operavam em alta, reagindo aos balanços bons da Apple e da Texas Instruments divulgados ontem à noite, e os apresentados hoje como Caterpillar e Coca-Cola.
Um dos grandes receios do mercado é de que o IOF de 2% na entrada de capital afete o apetite dos investidores estrangeiros pelas ofertas de ações que estão em para sair ou em andamento como Cetip, que começa hoje a aceitar os pedidos de reserva de ações, Cyrella, CCR e Brookfield. Segundo um analista, o IOF deve gerar uma nova discussão na precificação do book das oferta públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês). "O IOF agora terá de ser considerado no preço. Os clientes vão pedir algum desconto", diz a fonte.
Por conta dessa taxação, há ainda a expectativa de aumento no volume de negociação com ADRs e redução nos negócios com esses papéis na Bovespa. "Possivelmente hoje esse efeito ainda não será visível por causa do ajuste ao IOF, mas esse seria um efeito natural", afirma o executivo de uma corretora estrangeira.
O mercado nutre a esperança de que o governo promova ajustes à taxação do IOF na Bolsa. Ontem, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse estudar alternativas para que o governo federal faça ajustes na medida. Segundo Edemir, uma proposta deve ser apresentada ainda nesta semana ao ministro Guido Mantega. Seu texto deverá contemplar um prazo mínimo para que os recursos de estrangeiros entrem no mercado de capitais sem essa taxação.
Uma outra preocupação que está no radar dos investidores é a possibilidade de taxação das exportações de minério de ferro, que afetaria diretamente as ações da Vale e do setor de siderúrgico. Ontem à noite, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou que o governo estuda a taxação das exportações de minério de ferro. Segundo ele, a carga tributária do Brasil é inferior à de outros países. Essa notícia que pode ajudar o ajuste negativo em alguns papéis como Vale e Usiminas.

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