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COMUNICAR ERROMesmo passado o ajuste inicial de alta na cotação do dólar em reação à cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas entradas de capital estrangeiro para aplicações em rendas fixa e variável, a perspectiva de depreciação do real continua para a abertura dos negócios hoje. Os especialistas avaliam que as decisões de negócios voltam a ser pautadas pelo cenário externo, mas também continuarão sendo determinantes as novas condições tributárias do mercado financeiro doméstico.
Nesse segundo ponto, espera-se, principalmente, uma retração no giro do mercado doméstico de câmbio, que vinha sendo incrementado pelas oportunidades de ganho nas operações de curto prazo. Isso deve ter peso em volume negociado, que tende a encolher, e nas cotações do dólar, que provavelmente terão menor pressão de queda. Os operadores de mercado acreditam também que, pelo menos num primeiro momento, haverá redução das compras de ações com os investidores estrangeiros dando preferência às ADRs. "Enquanto o mercado faz contas e procura formas para contornar a nova realidade vai operar mais lá fora", disse um experiente profissional de mercado.
E tende a minguar, ainda mais intensamente, o número de operações em renda fixa, pois com a nova tributação os investidores só terão lucros após manterem posição por mais de 84 dias, segundo cálculos feitos ontem pelo economista e diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme.
Contudo, a avaliação unânime é de que a tendência de queda do dólar no médio e longo prazos permanece. É consenso que o Brasil é uma das economia mais atraentes do globo para investimentos no momento e, em consequência, o fluxo de recursos deve seguir positivo. Como diz hoje o jornal britânico Financial Times, ao comentar o processo de valorização do real ante o dólar que levou o Ministério da Fazenda a taxar o capital estrangeiro em direção ao País em 2%, "o Brasil é vítima de seu próprio sucesso econômico".
A pressão exercida pelas medidas tributárias adotadas desde ontem sobre a taxa de câmbio, esta manhã, junta-se à cautela que demonstra o mercado internacional. As bolsas registravam nesta manhã queda no exterior e o dólar era negociado sem rumo único ante as moedas fortes. Ontem, a divisa norte-americana beneficiou-se ante diversas moedas com investidores temendo que o exemplo do Brasil fosse seguido por outras economias.

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