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21/10/2009 - 11h10

Bovespa oscila na abertura ainda com reflexo do IOF

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu com oscilação entre os terrenos positivo e negativo hoje e deve seguir comprimida pelo efeito do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que tende a inibir novas entradas de capital estrangeiro e reduzir o volume negociado no pregão devido a uma esperada migração de fluxo para os ADRs, em Nova York. Mas depois do ajuste de ontem, quando o índice Bovespa (Ibovespa) caiu 2,88%, descendo até os 65.303 pontos, a correção hoje promete ser mais comedida. Às 11h07, o Ibovespa subia 0,06%, a 65.342 pontos, após cair 0,13% a 65.221 nos primeiros negócios.

Enquanto assimilam os balanços divulgados nos Estados Unidos, os investidores aguardam cautelosos os dados da China que sairão na madrugada de hoje, entre eles o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, a produção industrial e as vendas no varejo. Esses indicadores deverão ditar o ritmo dos negócios no pregão da Bovespa de amanhã, influenciando diretamente os papéis das empresas atreladas às commodities, que operam na defensiva hoje.

A queda da Bovespa ontem foi uma realização de lucros, que teve como agravante a cobrança do IOF, segundo o responsável pela mesa de renda variável de uma corretora nacional. Apesar de o impacto inicial do IOF já ter sido absorvido em grande parte, a avaliação é de que essa taxação do capital estrangeiro ainda deve render muitas influências no mercado. "Vamos aguardar a evolução do quadro", diz a fonte.

Há, desde ontem, no mercado financeiro a expectativa de que o governo reveja alguns pontos da medida que prevê a taxação para a Bolsa. Ontem, o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou que irá conversar amanhã com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando apresentará sugestões de mudanças na regra, entre elas a de que a incidência da alíquota de 2% ocorra na saída dos recursos estrangeiros aplicados na bolsa e uma tabela regressiva para a cobrança do IOF que isentaria o estrangeiro de longo prazo.

"O governo foi muito duro com o mercado de capitais. Não fez nenhuma distinção entre entrada de recursos de curto e longo prazo", diz o diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira. Segundo ele, a Bovespa não pode perder os 63.500 pontos porque rompe uma linha forte do suporte gráfico e pode acentuar ainda mais a queda. Nesse nível de preços - 63.500 pontos - a avaliação é de que a Bovespa já dá "ponto de compra".

No Brasil, o principal evento do dia é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Como o consenso entre os analistas é de que o BC manterá o juro básico em 8,75% ao ano, a expectativa recai sobre o comunicado do Copom, que pode trazer alguma sinalização diferente.

Na esfera corporativa, tem início a safra de balanços trimestrais, o que deixa o mercado mais suscetível a oscilações. A multioperadora de serviços via cabo Net anunciou esta manhã lucro líquido de R$ 246 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 63 milhões em igual período de 2008. Após o fechamento saem os números de Usiminas, GVT e Natura.

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