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21/10/2009 - 18h24

Dólar comercial cai a R$ 1,725 após subir por três dias

São Paulo - Após subir 2,65% em três dias, reagindo às expectativas de taxação do capital estrangeiro destinado à renda fixa e à variável, o dólar fechou o dia em baixa. Ainda sob o impacto da medida, anunciada pelo governo na segunda-feira, o dólar comercial fechou em queda 1,09%, a R$ 1,725, no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista caiu 1,37%, também a R$ 1,725, na cotação mínima do dia.

No exterior, o humor dos investidores melhorou por conta da China e dos balanços trimestrais positivos nos Estados Unidos, que sustentaram a valorização das Bolsas na maior parte do dia. No Brasil, o Banco Central (BC) comprou moeda quase ao fim da negociação, mas isso não impediu que a moeda americana caísse.

O ajuste de baixa do dólar ocorreu com forte volume de negócios à vista e uma queda no giro do mercado futuro de dólar. Os negócios à vista cresceram porque houve fluxo financeiro positivo direcionado à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e uma maior volatilidade das cotações, abrindo a possibilidade de operações de arbitragens, disse o economista Sidnei Nehme, diretor da NGO Corretora de Câmbio.

Os dados de fluxo cambial divulgados hoje pelo BC também mostraram um ingresso líquido de US$ 10,489 bilhões no acumulado de outubro até a última sexta-feira, dia 16. Deste total, o País recebeu US$ 6,764 bilhões apenas nos quatro dias úteis da semana passada (de 13 a 16), o correspondente a 64% de todo o fluxo cambial de outubro.

Quanto à futura capitalização da Petrobras, que pode atrair cerca de US$ 25 bilhões, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo está preparado para absorver os dólares de acionistas minoritários que vão entrar no País. Segundo ele, o BC vai absorver os recursos diretamente nas reservas internacionais.

No mercado externo, as Bolsas passaram a maior parte do dia com firmes ganhos em Nova York, reagindo aos bons balanços trimestrais e às perspectivas da China. Perto do fechamento, as Bolsas fraquejaram, porque o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre as condições da economia trouxe desânimo. De acordo com o documento, "os gastos de consumo estavam fracos em muitas partes dos EUA durante o último verão e o início do outono."

Mais cedo, o clima favorável de negócios foi induzido pela China. O Conselho de Estado da China disse hoje que a recuperação na terceira maior economia do mundo está se firmando, sinalizando que o crescimento este ano poderá superar a meta oficial de 8%.

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