

IMPRIMIR
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COMUNICAR ERROOs investidores têm olhado para as commodities como um porto seguro quando o dólar se enfraquece e os contratos futuros do petróleo, denominados na moeda norte-americana, tornam-se especialmente atrativos para investidores estrangeiros quando o dólar recua. "Todo mundo está se comportando como se a recuperação econômica estivesse ao alcance e os preços da energia se beneficiarão disto", disse McGillian. Ele alertou que o mercado pode ter ido longe demais, muito rapidamente após quebrar a faixa de transações entre US$ 65 e US$ 75 na semana passada. "Nós cruzamos US$ 75 e agora US$ 80, então as pessoas começaram a olhar para US$ 90", ele disse, acrescentando que um eventual aumento nos estoques e a persistente demanda fraca poderão reaparecer para conter os preços nos próximos dias.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês) informou hoje que os estoques americanos de gasolina caíram em 2,214 milhões de barris na semana encerrada em 16 de outubro, enquanto analistas previam uma queda de apenas 800 mil barris. O tamanho do declínio levou a um brusco aumento nos preços dos contratos futuros da gasolina, algo que se espalhou para o mercado futuro de petróleo e de óleo de calefação.
A queda nos estoques de gasolina, no entanto, ocorreu num momento em que as refinarias americanas - em parte respondendo à demanda fraca por combustíveis - mantiveram a produção da gasolina perto do nível mais baixo desde setembro de 2008, quando furacões atingiram as unidades no Golfo do México.
A forte desaceleração das operações de refino anteriormente permitiu que os estoques de petróleo crescessem em 1,3 milhão de barris. Os estoques de destilados, embora tenham caído 800 mil barris na semana passada, permanecem nos níveis mais altos desde 1983. Rich Ilczyszyn, estrategista de mercado na Lind-Waldock em Chicago, disse acreditar que os preços do petróleo oscilarão na faixa entre US$ 75 e US$ 95 no curto prazo. "O mercado poderá ficar confortável com US$ 90 de novo", ele disse.
O contrato da gasolina reformulada (RBOB) para novembro fechou em alta de 3,35%, a US$ 2,0543 o galão, o maior patamar desde 28 de agosto. O contrato futuro da gasolina subiu pelo oitavo dia seguido, a maior sequência desde os dez dias de ganhos em julho. Os preços ganharam US$ 0,2863 o galão, ou 16,2%, desde 9 de outubro. Os preços futuros do óleo de calefação com entrega para novembro subiram 2,83%, para US$ 2,1053 o galão, o maior nível desde 4 de novembro de 2008. As informações são da Dow Jones.

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