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22/10/2009 - 11h08

Bovespa abre em alta de olho em balanços e dados

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta hoje, mas o mercado se prepara para um dia bem volátil. Os investidores estão divididos entre os indicadores chineses, que vierem fortes, porém um pouco abaixo do esperado pelos analistas, o recuo das commodities, a agenda pesada de balanços nos Estados Unidos e notícias positivas no Brasil, como a taxa de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abaixo do piso das previsões e a decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom) dentro do esperado, sem nenhuma surpresa. Às 11h05, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 1%, a 66.143 pontos.

Além disso, os investidores aguardam uma expectativa positiva em relação ao resultado da reunião marcada para hoje entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. A BM&FBovespa deve propor ao ministro a isenção da cobrança da alíquota de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aos recursos estrangeiros para participar de oferta primárias de ações (IPOs), equiparando-os ao investimento estrangeiro direto (IED).

A taxa de desemprego de setembro, divulgada pelo IBGE, que ficou em 7,7% ante 8,1% em agosto, repercute positivamente, principalmente porque os dados mostraram que a renda e a massa salarial continuam subindo, confirmando a recuperação da economia brasileira, destaca a economista Inês Filipa, da Icap Brasil. O Copom, por sua vez, manteve em 8,75% ao ano a taxa básica de juros, repetindo o mesmo comunicado da última reunião.

Os indicadores chineses não animaram os investidores porque vieram abaixo das previsões dos analistas e há ainda o receio de que o país possa começar a desmontar a sua rede de estímulo econômico, com a provável elevação da taxa básica de juros já no início do próximo ano. O PIB chinês cresceu 8,9% no terceiro trimestre, ante mesmo período do ano passado. Analistas esperavam uma alta de 9,1%. A produção industrial em setembro cresceu 13,9%, ante igual mês de 2008, superando as previsões de 13,3% e as vendas do varejo aumentaram 15,5% em setembro, ante mesmo mês de 2008. As bolsas asiáticas fecharam em baixa, reagindo aos dados, o que contribui para a realização de lucros na Europa.

Nos Estados Unidos, os índices futuros de ações operam em baixa, seguindo o recuo das bolsas europeias, digerindo mais uma leva grande de balanços do terceiro trimestre e o aumento acima do esperado dos pedidos semanais de auxílio-desemprego.

As commodities são negociadas em baixa no exterior. O petróleo, que ontem superou a marca de US$ 81 por barril pela primeira vez em um ano, passou a cair e era negociado na faixa de US$ 80, em baixa de 0,84%. No mercado de metais em Londres, os investidores também embolsam lucros, após o cobre e o zinco também terem atingido novas máximas para o ano na sessão de ontem.

No Brasil, os investidores assimilam os balanços divulgados na noite de ontem, que apresentaram números favorável de maneira geral. O lucro da Usiminas no 3º trimestre recuou 23%, para R$ 454 milhões. A receita líquida atingiu R$ 2,858 bilhões, com uma redução de 36% na comparação com o mesmo intervalo. A Natura viu lucro crescer 19,1%, para R$ 190,2 milhões no 3º trimestre. A receita líquida foi de R$ 1,054 bilhão, um crescimento de 15,9% em relação ao terceiro trimestre de 2008. A operadora de telecomunicações GVT saiu de prejuízo para lucro líquido no terceiro trimestre, encerrando o período com ganho de R$ 57,2 milhões, considerado recorde pela administração, ante um prejuízo de R$ 14,8 milhões no terceiro trimestre de 2008. Após o fechamento saem os resultados da Oi e da Redecard.

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